Um homem, não identificado, invadiu a casa de uma moradora em Sorriso (MT) na madrugada desta terça-feira (29), após sofrer tortura em um “salve” promovido por membros da facção Comando Vermelho. Ele pulou o portão, ensanguentado e com dedos cortados, agredindo a moradora antes de ser preso.
Sessão de tortura de facção
A facção Comando Vermelho, atuante em Mato Grosso, realizou uma sessão de tortura – conhecida como “salve” – com o homem como alvo, prática que visa “disciplinar” desafetos ou membros em desacordo com o grupo. O homem sofreu agressões intensas que resultaram na perda de dedos, mas ele conseguiu escapar antes de sofrer lesões mais graves. Ele fugiu e, desesperado, pulou o portão de uma casa próxima. Câmeras de segurança gravaram o momento em que ele, visivelmente ferido, invadiu a residência por volta das 3h05.
Medo entre os moradores
Ao invadir a residência, ele se deparou com a moradora, que tentava colocar o cachorro para fora. Assustada e com marcas da agressão no rosto, a moradora alerta os vizinhos sobre a segurança local: “Quem tiver criança e sai para trabalhar, manda trancar tudo, porque ele entrou na minha casa quando eu abri a porta.” Além disso, o episódio deixou a comunidade em alerta e reforçou as preocupações com a segurança da área.
Ação policial e investigação
A polícia prendeu o homem e o encaminhou para o Hospital Regional de Sorriso devido à gravidade dos ferimentos sofridos no “salve”. A Polícia Militar e a Polícia Civil atuam no caso, mas até a manhã de terça-feira não haviam registros formais sobre o ocorrido. Além disso, as investigações focam em confirmar a motivação da facção no crime, apurando a relação entre o indivíduo e o Comando Vermelho.
Facções e o aumento da criminalidade no interior de Mato Grosso
Mato Grosso vive uma escalada nas atividades de facções, com o Comando Vermelho se consolidando em diversas regiões do interior. Esse crescimento tem consequências diretas para as comunidades, que se tornam mais vulneráveis a atos de violência extrema, como sessões de tortura e “tribunais do crime”. Por fim, episódios como o de Sorriso mostram a necessidade de políticas de segurança pública mais rigorosas, incluindo estratégias que mitiguem o impacto das facções nos moradores locais
