A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) devolveu dois exemplares do zogue-zogue-do-mato-grosso à natureza na última quinta-feira (25), em Alta Floresta, no norte de Mato Grosso. A ação reforçou os esforços de conservação de uma das espécies de primatas mais raras do mundo. Descoberto pela ciência há apenas seis anos, o animal já figura entre os 25 primatas mais ameaçados do planeta.
Os dois exemplares passaram por tratamento especializado antes da soltura. O Corpo de Bombeiros Militar resgatou os animais em situações distintas. Um deles sofreu um acidente na área urbana de Alta Floresta. Já o outro apresentou problemas de saúde. Em seguida, as equipes encaminharam ambos para uma clínica veterinária conveniada da Sema, localizada em Sorriso.
Uma espécie que enfrenta ameaças constantes
O zogue-zogue-do-mato-grosso enfrenta desafios significativos para sobreviver em seu habitat natural. O avanço do desmatamento, a redução das áreas florestais e a fragmentação das matas colocam a espécie em situação de risco.
Além disso, pesquisadores destacam que esses primatas dependem de florestas preservadas para encontrar alimento, abrigo e condições adequadas para reprodução. Por isso, cada resgate e cada soltura representam avanços importantes para a manutenção da população da espécie na natureza.
Recuperação exigiu acompanhamento especializado
Após o resgate, veterinários avaliaram as condições clínicas dos dois animais e iniciaram os procedimentos necessários para a recuperação. Durante todo o período de tratamento, as equipes monitoraram a saúde e o comportamento dos primatas.
Além disso, os profissionais observaram a capacidade dos animais de retomar comportamentos naturais essenciais para a sobrevivência. Somente depois da recuperação completa os técnicos autorizaram o retorno ao ambiente silvestre.
Escolha da área seguiu critérios científicos
A Sema definiu o local da soltura com base em estudos técnicos. Como o zogue-zogue-do-mato-grosso vive em grupos familiares estáveis, os especialistas precisaram identificar uma área compatível com o território de origem dos animais.
Além disso, a equipe priorizou uma região com características semelhantes às encontradas antes dos resgates. Dessa forma, os técnicos aumentaram as chances de adaptação dos primatas e favoreceram sua reintegração ao ambiente natural, contribuindo para a preservação de uma das espécies mais raras de Mato Grosso.
