Um escândalo de grandes proporções atingiu a Polícia Civil de Sorriso, em Mato Grosso, após o vazamento de mensagens atribuídas a um suposto grupo interno de policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. As conversas, associadas a um grupo denominado “DHPP/Assuntos Oficiais”, vieram a público depois do furto de um celular oficial da unidade. Desde então, os diálogos revelaram indícios de violência, desvios de conduta e tratamento inadequado de mulheres privadas de liberdade, tratados com aparente naturalidade entre os participantes.
Conteúdo das mensagens levanta suspeitas graves
De acordo com o material divulgado, as mensagens mostram expressões que, segundo fontes consultadas, fazem referência a práticas ilegais. Entre elas aparecem termos associados a forjamento de prisões em flagrante, agressões físicas a presos e monitoramento clandestino de investigados. Além disso, os diálogos trazem comentários sobre detentas, incluindo o uso da expressão “amor de grade”, além de mensagens com linguagem ofensiva. As imagens dos prints passaram por análise técnica com uso da ferramenta Foto Forensic, que não identificou sinais de adulteração no conteúdo apresentado.
Caso mobiliza Corregedoria e OAB-MT
Com a divulgação do material, a Corregedoria-Geral da Polícia Judiciária Civil e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso passaram a acompanhar o caso. Segundo as informações apuradas, o furto do celular oficial ocorreu no início de dezembro do ano passado. Poucos dias depois, uma detenta sofreu estupro dentro da unidade policial. Além disso, as mensagens citam o uso repetido de uma mesma arma em diferentes ocorrências e referências a períodos específicos de atuação de médicos legistas.
Perguntas e respostas:
Os diálogos indicam possíveis agressões, forjamento de provas, assédio a detentas e monitoramento ilegal de investigados.
A Corregedoria da Polícia Judiciária Civil e a OAB-MT analisam o conteúdo e acompanham os desdobramentos.
Sim. Um investigador responde por estupro e abuso de autoridade contra uma detenta, enquanto as autoridades apuram eventuais conexões com o material vazado.

