Na manhã desta segunda-feira (30/12), servidores municipais de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, protagonizaram uma invasão ao prédio da prefeitura em protesto contra a gestão do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, conhecido como Waguinho (Republicanos). Os manifestantes cobram diretamente o pagamento dos salários atrasados, incluindo o 13º salário, que a prefeitura não quitou até 20 de dezembro.
Servidores invadem prefeitura de Belford Roxo em protesto por salários atrasados; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/dAfiZ9chGT
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 30, 2024
A invasão e as reivindicações
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que os manifestantes forçam a entrada e adentram o edifício da prefeitura. Os servidores, majoritariamente das áreas de saúde e educação, denunciam atrasos salariais que se estendem por até três meses, além de exonerações sem aviso prévio. Uma servidora revelou que muitos profissionais, mesmo após a exoneração, seguem trabalhando nas escolas sem receber qualquer remuneração.
Repercussão política e acusações
O presidente da Câmara Municipal de Belford Roxo, Marco Aurélio de Almeida Gandra, conhecido como Markinho Gandra (União), manifestou apoio aos protestos. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele denunciou a inauguração de uma maternidade sem energia elétrica, apontando a atitude como eleitoreira e irresponsável. Logo depois, o prefeito eleito, Márcio Canella, reforçou as críticas ao acusar Waguinho de negligência. Além disso, Canella destacou que, apesar de a prefeitura ter recebido mais de R$ 60 milhões da última parcela do leilão da CEDAE, a gestão não utilizou os recursos para pagar os servidores. Essas declarações evidenciam o descontentamento com a administração atual e reforçam as cobranças por uma gestão mais responsável.
Contexto de crise e transição de governo
A administração de Waguinho enfrenta uma série de crises nos últimos meses. Em novembro, a Câmara de Vereadores rejeitou as contas de 2022 do prefeito, seguindo parecer do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), o que resultou em sua inelegibilidade por oito anos.
Contudo, o Ministério Público Eleitoral ajuizou uma ação por abuso de poder político e econômico nas eleições de outubro, visando ampliar o período de inelegibilidade de Waguinho.
Com a transição de governo iminente, cresce a expectativa de que a nova administração, sob o comando de Márcio Canella, implemente medidas para regularizar os pagamentos e restabelecer a confiança dos servidores municipais. Enquanto isso, os trabalhadores permanecem mobilizados, exigindo transparência e respeito aos seus direitos laborais.
Perguntas frequentes
Os servidores municipais exigem o pagamento de salários atrasados, incluindo o 13º salário, e também criticam as exonerações realizadas sem aviso prévio. Ademais, eles utilizam o protesto como forma de pressionar por mudanças imediatas na gestão.
A Câmara Municipal rejeitou as contas de 2022 de Waguinho, o que o tornou inelegível por oito anos. Ao propósito, ele enfrenta processos judiciais que o acusam de abuso de poder político e econômico, ampliando ainda mais sua situação delicada.
A população de Belford Roxo espera que Márcio Canella, o novo prefeito, priorize a regularização dos salários dos servidores e promova uma gestão mais transparente, utilizando medidas eficazes para restaurar a confiança na administração pública.
