Pais de um aluno de 7 anos ingressaram com pedido de interpelação judicial contra a escola particular Maple Bear, em Sorriso (MT), após relatarem episódios de discriminação envolvendo o filho. A criança estudava na unidade havia cerca de três anos e, ao longo desse período, frequentava regularmente as atividades escolares. No entanto, posteriormente, os pais informam que a escola solicitou a saída do aluno, o que resultou na transferência. Atualmente, o caso tramita na 5ª Vara Cível de Sorriso e envolve um menino que está em processo de avaliação médica para confirmação de Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Pais relatam exigências e tratamento diferenciado
Segundo a família, os problemas começaram em 2023 e, desde então, se prolongaram ao longo de 2025. Nesse contexto, os pais afirmam que a escola passou a adotar tratamento diferenciado em relação ao aluno. Como consequência, a criança teria enfrentado constrangimentos e prejuízos emocionais dentro do ambiente escolar. Além disso, a instituição teria condicionado a rematrícula à apresentação de diagnóstico médico emitido por especialista, desconsiderando, portanto, o acompanhamento psicológico já existente, inclusive realizado por profissional indicado pela própria escola. Ainda assim, conforme relatam os pais, a unidade exigiu que eles contratassem, por conta própria, um profissional para acompanhar diariamente o menino em sala de aula.
Caso chegou ao MP e Seduc emitiu parecer
Mesmo ciente de que a família buscava acompanhamento psicológico, psiquiátrico e terapias complementares, a escola denunciou os pais ao Ministério Público por suposta omissão. Diante disso, os responsáveis optaram por ingressar com interpelação judicial, como medida preliminar para exigir esclarecimentos formais da instituição. Além disso, em outubro, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) emitiu parecer no qual destacou que instituições privadas têm o dever de oferecer recursos de acessibilidade e profissionais de apoio sempre que necessário, independentemente de laudo médico, sendo, por isso, vedada a cobrança de valores adicionais. Paralelamente, os pais comunicaram o grupo SEB, controlador da Maple Bear Brasil, bem como o board da Maple Bear Canadá. Por outro lado, em nota, a escola afirmou que atua com base no acolhimento e no diálogo e informou que colabora com as autoridades competentes.
Perguntas e respostas:
Perguntas frequentes
Discriminação, exigências excessivas e retirada do aluno da escola.
Na 5ª Vara Cível de Sorriso.
Afirma que não adota práticas punitivas e que age com transparência.
