Um episódio de atendimento médico em Cáceres (MT) gerou repercussão após uma médica da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) sugerir a uma mãe que pesquisasse no Google sobre a saúde de seu filho de cinco anos. A criança apresentava febre de 38 °C e sintomas iniciais de pneumonia. O caso, ocorrido na segunda-feira (27), foi denunciado à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde e levantou questionamentos sobre a qualidade do atendimento na rede pública.
Falta de acolhimento e orientação adequada
A mãe procurou a UPA devido à febre e aos sintomas respiratórios do filho. No entanto, a profissional de saúde teria recomendado a busca por informações na internet. Essa conduta foi criticada, especialmente considerando que o Ministério da Saúde recomenda avaliação médica imediata para crianças com febre, tosse e dificuldade para respirar, sinais que podem indicar pneumonia em estágio inicial.
Os riscos do “autoatendimento digital”
Especialistas alertam que a busca por diagnósticos na internet pode agravar doenças, principalmente em crianças. A pneumonia infantil é uma das principais causas de internação no Brasil e requer diagnóstico e tratamento rápidos. O adiamento do atendimento médico aumenta o risco de complicações, como insuficiência respiratória. A relação de confiança entre paciente e profissional é fundamental, e atitudes que a desconsideram podem ter consequências sérias.
Reflexo de um sistema sobrecarregado
O incidente também pode refletir a sobrecarga enfrentada pelos profissionais de saúde, onde a alta demanda e a falta de estrutura podem comprometer a qualidade dos atendimentos. Contudo, especialistas reforçam que o dever médico exige empatia, atenção e responsabilidade, especialmente em casos pediátricos com sinais de agravamento clínico.
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cáceres, em Mato Grosso.
Que a mãe pesquisasse no Google sobre a condição do filho.
O menino estava com febre alta e apresentava sintomas de pneumonia.
