Em 15 de dezembro de 2024, um incidente de violência policial em Ribeirão Preto, São Paulo, ganhou destaque nacional. Um jovem faxineiro de 21 anos foi brutalmente agredido por três policiais militares, gerando indignação e debates sobre a conduta das forças de segurança. Douglas Marques, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeirão Preto, classificou o ato como “inadmissível” e enfatizou a necessidade de revisar a formação dos agentes para prevenir futuros desvios de conduta.
"Inadmissível" diz presidente da OAB sobre faxineiro que foi agredido por policiais; veja vídeo pic.twitter.com/n3CpcSKP5v
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 15, 2024
Policiais cometem agressão e expõem falhas na abordagem
No bairro Jardim Progresso, três agentes atacaram Kauan Yuri da Silva Oliveira, de 21 anos. Durante uma festa, uma discussão entre familiares e amigos provocou a chegada da polícia. Os policiais usaram tapas e chutes contra o jovem faxineiro, que não ofereceu resistência, e causaram ferimentos no rosto dele.

Douglas Marques, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Ribeirão Preto, criticou a conduta dos policiais. Ele afirmou que a sociedade confia nos agentes para proteger e não para agredir. Marques destacou que o problema começa na formação policial e defendeu mudanças profundas nesse processo para evitar novos casos de violência.
Câmeras corporais reduzem violência e protegem policiais
Especialistas recomendam o uso de câmeras corporais como uma solução prática para combater excessos policiais. A tecnologia, já usada em alguns batalhões, reduz em até 85% os casos de letalidade policial. Sendo assim, além de inibir a violência, as câmeras fornecem provas para investigar condutas inadequadas e para legitimar ações legítimas dos agentes.
Douglas Marques reforçou que as câmeras protegem tanto os cidadãos quanto os policiais. Por isso, ele acredita que o uso do equipamento ajuda a evitar episódios de abuso e a garantir mais transparência nas abordagens. No entanto, Marques ressaltou que a tecnologia precisa acompanhar uma transformação cultural dentro das forças policiais.
Formação inadequada compromete a segurança pública
A formação dos policiais militares contribui diretamente para os problemas de conduta. O governo paulista formou 5,5 mil novos agentes recentemente e mantém 2,3 mil em treinamento. Contudo, apesar disso, especialistas avaliam que os programas atuais de formação perpetuam uma cultura de violência.
Douglas Marques argumentou que afastar agentes envolvidos em casos de abuso não resolve o problema. Então, ele defendeu mudanças no treinamento, com foco em abordagens mais humanas e condutas alinhadas aos direitos dos cidadãos. Desde o início de 2023, o governo de São Paulo expulsou 280 policiais e prendeu 414, mas essas ações, segundo Marques, não corrigem a origem dos problemas.
Por que policiais militares agem com violência no Brasil?
A formação inadequada e a cultura da corporação incentivam ações violentas.
Câmeras corporais realmente funcionam?
Sim, as câmeras reduzem excessos e ajudam a registrar ações corretas e abusos.
Como o governo pune policiais que abusam do poder?
O governo afasta, expulsa ou prende os policiais, mas especialistas pedem mudanças na formação.
