Um episódio inusitado e carregado de indignação marcou o sepultamento de uma idosa de 87 anos no último domingo (05/01), em Miranorte, no Tocantins. A família precisou realizar o enterro por conta própria, utilizando as mãos, após o coveiro responsável pelo serviço não comparecer ao cemitério São João Batista. O caso, agravado pelas fortes chuvas, gerou revolta e trouxe à tona questões sobre a dignidade em serviços funerários.
Família enterra idosa às próprias custas após coveiro faltar no Tocantins; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/Y8qpQDACxc
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 6, 2025
Uma despedida marcada por improviso e revolta
A idosa, que foi velada desde as 8h30, tinha seu sepultamento marcado para às 17h. No entanto, ao chegarem ao cemitério, os familiares se depararam com a ausência do coveiro e a falta de suporte necessário. A neta da falecida, Tharwelcy Noleto, relatou que, além da chuva intensa, não havia equipamentos adequados, como cordas, para descer o caixão na cova, que estava cheia de água. “Fomos nós que descemos o caixão e fizemos todo o trabalho”, desabafou.
O momento, já doloroso pela perda, tornou-se ainda mais difícil diante da necessidade de cavar a cova e finalizar o sepultamento sem ajuda profissional. A família manifestou indignação pela falta de respeito e pela ausência de um enterro digno.
O impacto das chuvas em Miranorte e o desaparecimento do coveiro
Fortes chuvas atingiram a cidade de Miranorte nos últimos dias, complicando ainda mais o cenário. Segundo a família, o coveiro responsável havia confirmado sua presença, mas desapareceu sem dar explicações. Não está claro se as condições climáticas foram o motivo para sua ausência.
A prefeitura de Miranorte, que administra o cemitério, não ofereceu esclarecimentos à família, deixando os moradores frustrados. Para muitos, o episódio reflete falhas na gestão pública e na prestação de serviços essenciais, como os funerários.
Ação judicial e a busca por justiça
A família já estuda entrar com uma ação judicial contra a prefeitura, buscando responsabilizar os envolvidos pelo descaso. Tharwelcy enfatizou que a avó não teve um enterro digno e que o episódio demonstra a falta de consideração com as famílias enlutadas. “Se não fosse por nós, ela nem teria sido enterrada”, afirmou.
Além disso, o caso reacende o debate sobre a importância de fiscalizar e estruturar serviços funerários, especialmente em regiões que enfrentam desafios sazonais, como chuvas intensas. Contudo, a busca por justiça também visa prevenir que outros passem por situações semelhantes.
Perguntas frequentes
O coveiro não apareceu no horário combinado no cemitério São João Batista, forçando os familiares a realizar o enterro sozinhos, sem qualquer tipo de suporte.
A intensa chuva encheu a cova de água e, além disso, o local não possuía equipamentos como cordas para descer o caixão, aumentando a dificuldade para a família.
Sim, os familiares decidiram que irão entrar com uma ação judicial contra a prefeitura de Miranorte, exigindo responsabilização pelo descaso durante o sepultamento.
