Família enterra idosa às próprias custas após coveiro faltar no Tocantins; VEJA VÍDEO

Família enterra idosa às próprias custas após coveiro faltar no Tocantins; VEJA VÍDEO

Um episódio inusitado e carregado de indignação marcou o sepultamento de uma idosa de 87 anos no último domingo (05/01), em Miranorte, no Tocantins. A família precisou realizar o enterro por conta própria, utilizando as mãos, após o coveiro responsável pelo serviço não comparecer ao cemitério São João Batista. O caso, agravado pelas fortes chuvas, gerou revolta e trouxe à tona questões sobre a dignidade em serviços funerários.

Uma despedida marcada por improviso e revolta

A idosa, que foi velada desde as 8h30, tinha seu sepultamento marcado para às 17h. No entanto, ao chegarem ao cemitério, os familiares se depararam com a ausência do coveiro e a falta de suporte necessário. A neta da falecida, Tharwelcy Noleto, relatou que, além da chuva intensa, não havia equipamentos adequados, como cordas, para descer o caixão na cova, que estava cheia de água. “Fomos nós que descemos o caixão e fizemos todo o trabalho”, desabafou.

O momento, já doloroso pela perda, tornou-se ainda mais difícil diante da necessidade de cavar a cova e finalizar o sepultamento sem ajuda profissional. A família manifestou indignação pela falta de respeito e pela ausência de um enterro digno.

O impacto das chuvas em Miranorte e o desaparecimento do coveiro

Fortes chuvas atingiram a cidade de Miranorte nos últimos dias, complicando ainda mais o cenário. Segundo a família, o coveiro responsável havia confirmado sua presença, mas desapareceu sem dar explicações. Não está claro se as condições climáticas foram o motivo para sua ausência.

A prefeitura de Miranorte, que administra o cemitério, não ofereceu esclarecimentos à família, deixando os moradores frustrados. Para muitos, o episódio reflete falhas na gestão pública e na prestação de serviços essenciais, como os funerários.

Ação judicial e a busca por justiça

A família já estuda entrar com uma ação judicial contra a prefeitura, buscando responsabilizar os envolvidos pelo descaso. Tharwelcy enfatizou que a avó não teve um enterro digno e que o episódio demonstra a falta de consideração com as famílias enlutadas. “Se não fosse por nós, ela nem teria sido enterrada”, afirmou.

Além disso, o caso reacende o debate sobre a importância de fiscalizar e estruturar serviços funerários, especialmente em regiões que enfrentam desafios sazonais, como chuvas intensas. Contudo, a busca por justiça também visa prevenir que outros passem por situações semelhantes.

Perguntas frequentes

Por que a família realizou o sepultamento da idosa por conta própria em Miranorte?

O coveiro não apareceu no horário combinado no cemitério São João Batista, forçando os familiares a realizar o enterro sozinhos, sem qualquer tipo de suporte.

O que complicou o sepultamento em Miranorte durante as fortes chuvas?

A intensa chuva encheu a cova de água e, além disso, o local não possuía equipamentos como cordas para descer o caixão, aumentando a dificuldade para a família.

A família tomou alguma decisão após o ocorrido no cemitério de Miranorte?

Sim, os familiares decidiram que irão entrar com uma ação judicial contra a prefeitura de Miranorte, exigindo responsabilização pelo descaso durante o sepultamento.

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