A Polícia Civil de Mato Grosso deteve um empresário de 42 anos em Cuiabá, após ele filmar e divulgar um vídeo nas redes sociais em que aparece oferecendo bebida alcoólica a um papagaio. O crime ambiental gerou revolta nas redes sociais. As aves envolvidas, um casal de papagaios chamados Sofia e Hulk, foram resgatadas para passar por perícia.
Polícia investiga e identifica crime ambiental
Os policiais identificaram o mercado onde o empresário gravou o vídeo e confirmaram sua identidade. O suspeito admitiu ser ele quem aparece no vídeo oferecendo cerveja ao papagaio fêmea, alegando que a ave “costuma colocar o bico em tudo”. Na casa do empresário, os policiais também encontraram outro papagaio, macho, sem comprovação legal de origem. Ele afirmou ter resgatado os animais no sítio de sua avó, mas não possuía documentação necessária para mantê-los.
A polícia encaminhou o empresário à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), onde ele prestou esclarecimentos. O homem poderá ser indiciado pelo artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), que prevê punição para quem matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem autorização legal.
Repercussão nas redes sociais
O vídeo, que rapidamente circulou nas redes sociais, causou indignação entre os usuários. Muitas pessoas condenaram a atitude do empresário, criticando a prática e pedindo punições severas. Entretanto, a repercussão reacendeu discussões sobre os cuidados com animais silvestres e a importância da conscientização sobre os crimes ambientais.
No entanto, especialistas alertam que dar bebidas alcoólicas a animais pode resultar em graves danos à saúde deles, incluindo problemas no fígado e até a morte. Além disso, manter animais da fauna silvestre sem autorização legal configura crime, mesmo que não haja maus-tratos diretos.
Consequências legais
O artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais, que pode enquadrar o empresário, estabelece que é crime utilizar animais silvestres sem a devida permissão. A pena prevista varia entre seis meses e um ano de detenção, além de multa. Por fim, a apreensão de Sofia e Hulk, os papagaios envolvidos, busca garantir a integridade dos animais e evitar a continuidade de práticas inadequadas.
