Na última segunda-feira (11), câmeras da Concessionária Nova Rota do Oeste flagraram dois novos saques a cargas de caminhões tombados na Serra de São Vicente, BR-364. Em um dos casos, saqueadores visaram uma carga de cebolas. A concessionária enviou as imagens à Polícia Rodoviária Federal (PRF), que já investiga o caso.
Câmeras flagram populares saqueando carga de caminhão tombado na BR-364 pic.twitter.com/IkmtHD4E7c
— O Matogrossense (@o_matogrossense) November 13, 2024
Aumento de saques em acidentes na BR-364
A Concessionária Nova Rota do Oeste registrou pelo menos 20 saques de carga em 2024, ao longo do trecho entre Itiquira e Sinop. Os dois últimos casos na Serra de São Vicente expõem a prática criminosa que se intensifica diante de acidentes, especialmente quando caminhões transportam alimentos e produtos de consumo. Nos incidentes recentes, motoristas e transeuntes rapidamente se apropriaram das cargas antes mesmo que as autoridades pudessem intervir.
A lei e as penalidades para os saqueadores
O Código Penal caracteriza o saque de cargas como furto, crime previsto no Artigo 155, que prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa. No entanto, o crime pode se agravar quando atinge vítimas em situação vulnerável, como motoristas acidentados. Quem compra ou transporta esses produtos também responde por receptação, crime descrito no Artigo 180, que prevê punições semelhantes. Outro crime possível é apropriação indébita, conforme o Artigo 169.
PRF reforça a repressão
O superintendente da PRF, Arthur Nogueira, explica que a polícia trata os saques de carga como um crime grave. “Os motoristas que param na rodovia para pegar mercadorias estão cometendo furto ou apropriação indébita”, reforça Nogueira. Ele explica que a PRF utiliza as imagens capturadas pelas câmeras e realiza abordagens de veículos suspeitos para identificar os envolvidos. Nogueira ressalta que o saque desrespeita as vítimas e agrava a vulnerabilidade dos envolvidos, especialmente motoristas feridos que aguardam resgate.
Casos recentes acentuam os perigos
Nos dois casos registrados na BR-364, o primeiro acidente envolveu uma carga de cebolas que tombou na noite de domingo, 10 de novembro, ferindo gravemente o motorista. O segundo caso, ocorrido pouco após a meia-noite, envolveu outra carga diversificada; embora o motorista tenha escapado ileso, a carga foi saqueada rapidamente. Os casos alertam para o aumento da prática criminosa e exigem novas medidas de conscientização e segurança no trecho.
Conscientização e Prevenção: Um caminho para reduzir os saques
A Nova Rota do Oeste e a PRF defendem ações educativas que conscientizem a população sobre os riscos e as penalidades associadas ao saque de cargas. Além disso, a concessionária afirma que mantém o monitoramento constante e age rapidamente para informar a PRF e prevenir novos saques. Por meio de investigações e abordagens preventivas, a PRF busca identificar os envolvidos e aplicar a lei rigorosamente.
Por fim, a conscientização pública e o monitoramento contínuo podem fortalecer a segurança na BR-364 e reduzir os prejuízos que os saques causam às transportadoras.
