A Universidade Federal de Mato Grosso excluiu definitivamente um acadêmico do curso de Medicina do campus de Sinop que estava a apenas um semestre de concluir a graduação. A decisão consta em portaria publicada no Diário Oficial da União e atingiu um estudante com histórico acadêmico considerado exemplar, sem reprovações, com alto coeficiente de rendimento e com premiações ao longo do curso. Ainda assim, a universidade aplicou a penalidade máxima prevista no regimento interno, o que provocou repercussão imediata no meio acadêmico.

Universidade cita regimento, mas mantém motivos sob sigilo
De acordo com a portaria, a UFMT fundamentou a exclusão em “atos incompatíveis com a vida acadêmica”, conforme previsto no Regimento Interno da instituição. No entanto, a universidade optou por manter sob sigilo as razões específicas que levaram à punição. Dessa forma, apesar da gravidade da medida, a instituição não detalhou os fatos nem esclareceu publicamente quais condutas motivaram a decisão administrativa. Além disso, a exclusão passou a ser considerada a mais severa já aplicada desde a criação do curso de Medicina no campus de Sinop, há 12 anos.
Caso é tratado como o mais grave da história do curso
Segundo informações internas, a UFMT seguiu todos os trâmites administrativos previstos, o que incluiu apuração e deliberação conforme as normas institucionais. Ainda assim, a falta de transparência sobre os motivos intensificou debates entre estudantes e profissionais da área. Por isso, o caso passou a ser visto como um marco na história do curso, justamente por atingir um aluno prestes a se formar e com desempenho acadêmico elevado. Enquanto isso, a universidade segue mantendo sigilo sobre o processo, o que amplia questionamentos sobre proporcionalidade e publicidade dos atos administrativos.
Perguntas e respostas:
Sim. Faltava apenas um semestre para a conclusão do curso.
Não. A universidade manteve as razões sob sigilo.
Porque se trata da punição mais severa já aplicada no curso de Medicina de Sinop.

