Mato Grosso registrou um cenário alarmante em 2025, com uma mulher vítima de feminicídio a cada seis dias. Os números superaram os do ano anterior e reforçaram o alerta sobre a violência contra mulheres no estado. Em 2024, as autoridades contabilizaram 47 mortes. Já até o dia 12 de dezembro de 2025, o número chegou a 52 casos. Os dados são do Observatório Caliandra, ligado ao Ministério Público de Mato Grosso. Com esse avanço, o estado caminha para o terceiro ano consecutivo ocupando a posição de mais perigoso do país para mulheres. Além disso, o crescimento dos registros evidencia a gravidade do problema e a necessidade de ações mais efetivas de prevenção.

Sinop, Lucas do Rio Verde e Sorriso concentram registros
De acordo com o levantamento, os feminicídios aconteceram em 35 dos 142 municípios mato-grossenses. Entre as cidades com maior número de casos, Sinop lidera o ranking, com seis mulheres assassinadas. Em seguida aparecem Cuiabá, com quatro registros, além de Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Sorriso, que contabilizaram três, três e dois casos, respectivamente. Esses números reforçam a preocupação especialmente nas regiões Norte e Médio-Norte do estado, onde os crimes ganharam destaque. Ao mesmo tempo, os dados mostram que a violência atinge municípios de diferentes portes, o que amplia o desafio para os órgãos de segurança e proteção.
Armas de fogo e facas são os principais meios usados
Ainda conforme o Observatório Caliandra, grande parte das vítimas morreu em ataques com armas de fogo ou com instrumentos cortantes e perfurantes, como facas. Esse padrão se repete em diferentes cidades e indica a brutalidade dos crimes. Diante desse cenário, autoridades e entidades de proteção reforçam a importância das denúncias, do acompanhamento de situações de risco e do fortalecimento das políticas públicas voltadas à segurança das mulheres. Enquanto isso, os números seguem em monitoramento, e o estado permanece sob alerta máximo para novos registros.
Perguntas e respostas:
Até 12 de dezembro, o estado contabilizou 52 casos.
Sinop lidera, seguida por Cuiabá, Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Sorriso.
Armas de fogo e objetos cortantes ou perfurantes, como facas.

