Na madrugada de 19 de dezembro de 2024, a Guarda Civil Municipal (GCM) prendeu um homem de 34 anos após ele agredir sua companheira de 32 anos na Praça Narciso de Andrade, no Centro Histórico de Itanhaém, litoral de São Paulo. Câmeras do Centro de Operações de Inteligência (COI) flagraram o momento em que a mulher correu para fugir do agressor, mas acabou caindo e sofrendo ataques violentos. A GCM agiu rapidamente e conduziu o suspeito à delegacia, onde ele foi autuado pela Lei Maria da Penha.
Homem é preso após agredir companheira em praça pública de São Paulo; veja vídeo pic.twitter.com/8umvmhJZkf
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 22, 2024
Durante o incidente, por volta das 2h da manhã, operadores do COI identificaram a agressão pelas câmeras de monitoramento e acionaram imediatamente uma equipe da GCM. Os guardas chegaram ao local em poucos minutos e interromperam a violência, prendendo o agressor. Após o resgate, a GCM levou a vítima à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ela recebeu tratamento para escoriações e foi liberada em seguida.
Violência doméstica desafia a cidade
Casos de violência doméstica continuam alarmando Itanhaém. Em outubro de 2024, a polícia prendeu um homem de 56 anos que sequestrou, estuprou e agrediu sua ex-companheira com golpes de tesoura. A vítima já havia perdido um dos olhos em agressões anteriores cometidas pelo mesmo agressor. Por isso, em novembro de 2024, outro caso chocou a cidade quando a polícia capturou um fugitivo acusado de feminicídio no Rio de Janeiro, após sua companheira denunciar uma agressão durante uma briga. Então, esses casos expõem o desafio contínuo de combater a violência contra mulheres na região.
Cidade promove iniciativas de combate à violência
Itanhaém implementa diversas iniciativas para proteger mulheres e combater a violência doméstica. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), inaugurada em 2020, oferece suporte humanizado e atendimento especializado às vítimas. Além disso, a campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica” incentiva denúncias discretas, enquanto a Comissão de Advogadas da OAB auxilia mulheres com orientações jurídicas. Essas ações buscam fortalecer o apoio às vítimas e reduzir os casos de violência.
Desafios permanecem para mulheres que denunciam
Muitas mulheres ainda enfrentam barreiras para denunciar seus agressores. O medo de represálias, a dependência financeira e a falta de informações dificultam a busca por ajuda. Assim, a delegada Damiana Shibata Requel, responsável pela DDM, afirma que muitas vítimas ainda hesitam em procurar apoio, destacando a necessidade de campanhas que reforcem a conscientização e ampliem a rede de proteção.
Como denunciar violência doméstica em Itanhaém?
Você pode registrar a denúncia diretamente na Delegacia de Defesa da Mulher, ligar para o número 180 ou acionar a Polícia Militar pelo 190.
Que tipos de apoio as vítimas encontram em Itanhaém?
A cidade oferece acolhimento e orientação na Casa da Mulher e assistência jurídica por meio da Comissão de Advogadas da OAB.
Como funciona a campanha ‘Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica’?
A campanha permite que vítimas sinalizem pedidos de ajuda discretamente em farmácias, desenhando um “X” vermelho na palma da mão.
