No fim de semana, a Coordenadoria de Fiscalização de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o 10º Batalhão de Polícia Militar apreenderam 25 quilos de peixe ilegal em Rosário Oeste. A operação teve como objetivo combater a pesca predatória no estado de Mato Grosso, especialmente durante a piracema.
Apreensão do pescado ilegal
Os fiscais encontraram o pescado dentro de um freezer em um barraco perto do rio Cuiabazinho, na comunidade Raizama. A apreensão incluiu 20,4 quilos de piraputanga, 3,4 quilos de pintado, 1,5 quilo de pacu e uma cabeça de jaú descaracterizada. A ação evitou que as espécies protegidas fossem comercializadas ilegalmente.
A Sema destinou o pescado apreendido a uma instituição beneficente, em conformidade com as normas ambientais. Com isso, as autoridades não só combateram o comércio ilegal, mas também contribuíram com a responsabilidade social.
Defeso da Piracema: Proteção das espécies
Em Mato Grosso, a pesca é proibida durante o período de defeso da piracema, que vai de 1º de outubro de 2024 a 31 de janeiro de 2025. Esse período visa proteger as espécies de peixe durante sua reprodução, principalmente nas bacias hidrográficas do Paraguai, Amazonas, Araguaia e Tocantins. Entretanto, durante esse tempo, a pesca profissional e amadora é restrita para garantir a regeneração dos estoques pesqueiros.
Ribeirinhos e comunidades tradicionais podem pescar para subsistência, com uma cota diária de 3 kg ou um exemplar de qualquer peso. Contudo, a pesca deve seguir as regras de tamanho mínimo para cada espécie, e a comercialização é proibida. Isso evita o tráfico ilegal e assegura a sustentabilidade dos recursos.
Pesca ilegal e a necessidade de fiscalização
A pesca ilegal afeta o meio ambiente, principalmente em regiões como Rosário Oeste, que abrigam grande biodiversidade. A captura predatória de piraputanga, pintado e pacu compromete a regeneração dos ecossistemas aquáticos e a alimentação e reprodução das espécies.
Por fim, com as ações de fiscalização, a Sema e a Polícia Militar trabalham para evitar esses danos e proteger a fauna aquática. A fiscalização rigorosa é essencial para garantir que as espécies possam se regenerar e que os recursos pesqueiros se mantenham disponíveis no futuro.
