Na madrugada deste domingo, 17 de novembro de 2024, policiais militares prenderam um jovem de 23 anos que causou tumulto ao se passar por policial militar na Casa de Eventos Codep, em Paranaíta, a 835 km de Cuiabá. A ação ocorreu após ele ameaçar os seguranças do local e afirmar que possuía uma arma de fogo em seu veículo.
Os seguranças da Casa de Eventos relataram aos policiais que o jovem se identificava como policial e alegava estar armado. Diante da denúncia, os policiais abordaram o jovem no local. Durante a revista no automóvel dele, eles não encontraram nenhuma arma de fogo.
Mentiras desmascaradas pelos próprios familiares
O jovem afirmou ser sargento da Polícia Militar e declarou que havia servido em um batalhão no Estado de Mato Grosso do Sul. No entanto, o irmão do suspeito desmentiu a história. Ele informou aos policiais que o jovem nunca integrou nenhuma força armada no Brasil e estava sob efeito de álcool no momento do incidente.
Por isso, apesar das declarações do irmão, o suspeito insistiu na versão de que era policial. Ele também alegou que sua carteira, contendo documentos e cartões bancários, havia sido furtada.
Crime de falsa identidade: quais as consequências?
Os policiais decidiram prender o suspeito após ele persistir na falsa identidade. Ele reagiu de forma exaltada, obrigando os agentes a algemá-lo antes de conduzi-lo à delegacia. Assim, a polícia registrou o caso como usurpação de função pública e falsa identidade.
A usurpação de função pública, prevista no artigo 328 do Código Penal, estabelece penas que variam de três meses a dois anos de detenção. Além disso, a falsa identidade, tipificada no artigo 307, pode resultar em penas de três meses a um ano de detenção ou multa. Essas práticas, além de serem crimes, prejudicam a confiança da população nas instituições de segurança.
Falsos policiais: casos que chocaram o Brasil
Casos semelhantes ocorrem com frequência no Brasil. Em outubro de 2024, a polícia prendeu um homem na Baixada Fluminense após ele se exibir nas redes sociais como policial civil, sem nunca ter integrado a corporação. Então, em Santos, autoridades detiveram outro falso policial civil, que possuía drogas, anabolizantes ilegais e documentos falsos.
