O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pousou em Manaus às 13h30 deste domingo, 17 de novembro de 2024, tornando-se o primeiro líder norte-americano em exercício a visitar a Amazônia. Sua visita rápida, de cerca de quatro horas, precede sua participação na 19ª Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, onde líderes das maiores economias do mundo se reunirão.
Durante sua passagem, Biden realizou um sobrevoo pela floresta amazônica e visitou o Museu da Amazônia (Musa). Recepcionado por lideranças locais, como o governador Wilson Lima e o prefeito David Almeida, o presidente dos EUA destacou a importância de ações concretas para a preservação ambiental. Ele estava acompanhado de sua filha Ashley e de sua neta Natalie, demonstrando interesse em compreender os desafios da região.
Aumento do apoio ao Fundo Amazônia
Biden anunciou um novo aporte de US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia, dobrando a contribuição dos Estados Unidos para US$ 100 milhões. Esse investimento é destinado a projetos de conservação e desenvolvimento sustentável. No entanto, a liberação dos recursos depende da aprovação do Congresso norte-americano, agora dominado por uma maioria republicana.
A visita ao Musa proporcionou a Biden uma experiência única, onde ele conheceu a biodiversidade local e iniciativas de pesquisa e educação ambiental. O presidente foi guiado pelo diretor do museu, Filippo Stampanoni, e pelo renomado climatologista Carlos Nobre. Por isso, essa parada reforçou a mensagem de compromisso dos EUA com a preservação da Amazônia.
Preparação para a 19ª Cúpula do G20 no Rio de Janeiro
Após sua estadia em Manaus, Biden seguiu para o Rio de Janeiro, onde participará da Cúpula do G20, presidida pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O evento abordará temas como transição energética, combate à fome e sustentabilidade. Então, Biden levará sua perspectiva ambiental para o encontro, em meio a um cenário político desafiador com a eleição de Donald Trump.
O que a visita de Biden significa para a Amazônia?
A presença de Biden na Amazônia simboliza um marco na cooperação internacional para a proteção de biomas vitais para o planeta. Assim, ao assumir um papel ativo, o presidente reforça a relevância da Amazônia no combate às mudanças climáticas e sinaliza a importância da colaboração entre nações.
Portanto, com a recente vitória de Trump, que assume o próximo mandato presidencial nos EUA, especialistas temem possíveis retrocessos nas políticas climáticas de Biden. O mundo observa atentamente as negociações do G20 e os passos futuros dos EUA em relação à agenda ambiental global.
