Representantes das concessionárias de cemitérios de São Paulo participarão de audiências na Câmara Municipal nesta semana para responder a denúncias de má gestão. Além disso, a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente organizou as audiências com o objetivo de envolver a SP Regula, agência que fiscaliza contratos na capital. As concessionárias Consolare e Grupo Maya, que administram cemitérios importantes como Consolação e Vila Formosa, também participarão.
Denúncias de má gestão e condições precárias
Nesse sentido, desde que assumiram a gestão dos cemitérios em 2023, Consolare e Grupo Maya têm enfrentado diversas acusações de problemas operacionais. Assim, as principais reclamações incluem problemas na conservação dos cemitérios e aumento nas taxas de serviço. Ademais, familiares relatam atendimento ineficaz, o que gera grandes transtornos. A qualidade dos serviços funerários também levantou debates sobre a eficiência do modelo de concessão. Muitos questionam se as empresas realmente cumprem os contratos estabelecidos com a cidade.
Denúncias contra a Consolare chegaram ao Judiciário, que já condenou a concessionária por ocorrências graves. Entre os problemas relatados, surgem atrasos na entrega de caixões, desaparecimento de ossos e, em um caso alarmante, a entrega de um corpo em condições inadequadas. Esses episódios trouxeram discussões sobre a dignidade e respeito necessários no serviço funerário. Ao propósito, as denúncias pressionam as autoridades a intensificarem a fiscalização das concessionárias.
Pressão por ações mais firmes e possibilidade de CPI dos cemitérios
As denúncias persistentes mobilizam vereadores da Câmara Municipal, que discutem a criação de uma CPI dos Cemitérios para investigar profundamente as irregularidades. Na última quarta-feira, 6 de novembro, a Câmara aprovou um requerimento do vereador Rubinho Nunes, do União Brasil. Esse requerimento convoca as concessionárias a esclarecerem as acusações de atendimento de baixa qualidade e falhas na conservação dos cemitérios.
A possibilidade de uma CPI reforça, de fato, o desejo de parlamentares em estabelecer mais transparência e responsabilidade na gestão dos serviços funerários privatizados. A convocação das empresas para comparecer à Câmara marca, sem dúvida, um passo importante no sentido de exigir compromissos mais firmes das concessionárias quanto à dignidade e qualidade do serviço prestado à população de São Paulo.
Respostas das concessionárias e da prefeitura
Procurada pela imprensa, a Consolare informou que “cumpre rigorosamente os termos da concessão e está confortável para prestar quaisquer esclarecimentos” diante das acusações. Já a SP Regula, responsável pela fiscalização, afirmou que está à disposição da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente para fornecer todas as informações necessárias.
A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, ressaltou que cabe às concessionárias assegurar um serviço de qualidade, destacando a importância de atender com respeito, especialmente, a população mais vulnerável. Esse posicionamento reforça a expectativa de que as empresas contratadas cumpram integralmente os compromissos previstos em contrato.
Até o momento, o Grupo Maya não se manifestou publicamente sobre as acusações. Contudo, o espaço permanece aberto para que a concessionária apresente sua versão sobre os problemas denunciados e as medidas que pretende adotar para resolver as falhas apontadas.
