A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) do Mato Grosso realizou, na última segunda-feira (11), a quarta edição da operação integrada Raio Limpo no raio 3 da Penitenciária Central do Estado (PCE). A ação resultou na apreensão de 43 celulares, 77 chips, 50 porções de drogas, uma balança de precisão, um modem e um cartão de memória. As autoridades intensificam a segurança e miram em eliminar as redes de contrabando e comunicação clandestina no sistema prisional.
Apreensões e Análise dos Materiais
As equipes da Sesp apreenderam:
- 43 celulares e 77 chips. Esses dispositivos serviam para comunicação ilegal dentro e fora do presídio.
- 50 porções de drogas. As autoridades ainda analisam os tipos de substâncias, que abasteciam o consumo ilegal entre os reeducandos.
- Itens adicionais como uma balança de precisão, um modem e um cartão de memória, reforçando indícios de organização de crimes.
Além disso, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) vai analisar o conteúdo dos celulares. A intenção é identificar métodos de entrada dos aparelhos e possíveis conexões dos internos com crimes externos. No entanto, esses aparelhos revelam o uso de estratégias internas para facilitar a comunicação com redes criminosas.
Operação e Força-Tarefa Mobilizada
A Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária coordenou a operação com uma força-tarefa de 100 servidores. Entretanto, o efetivo conta com membros das Polícias Penal, Civil e Militar, além de especialistas da Politec e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). As equipes buscam, além de impedir contrabando, desmantelar redes de comunicação e tráfico de influência na penitenciária. Além disso, as autoridades ainda investigam suspeitas de envolvimento de reeducandos com facções criminosas ativas fora da PCE.
No entanto, para garantir a segurança e o êxito da operação, a PCE suspendeu todos os atendimentos ao público externo no dia da intervenção. Essa suspensão previne vazamentos de informações e ocultação de provas por colaboradores externos. Com isso, as autoridades mostram o empenho em controlar a segurança da PCE e assegurar que o sistema prisional funcione com integridade.
Consequências e perspectivas
Com essa operação, a Sesp combate diretamente o contrabando de celulares e drogas nas penitenciárias do estado. As autoridades reforçam a necessidade de fiscalização rigorosa. Os dados apreendidos servirão de base para a investigação da Polícia Civil, que examinará o conteúdo de cada dispositivo. Por fim, as equipes esperam encontrar provas e indícios de crimes, mirando na identificação dos envolvidos, internos e externos.
