A morte de Fabio Mocci Rodrigues Jardim, de 42 anos, durante uma ressonância em Santos, levantou preocupações com a segurança em clínicas de imagem. Em 2021, Patrick do Nascimento Silva, de 44 anos, também faleceu no mesmo procedimento, na clínica Mult Imagem, onde Fabio perdeu a vida. Esses casos em sequência acendem um alerta para que se investiguem possíveis falhas e se reforcem os protocolos de segurança nesses locais. Esse histórico de incidentes levanta sérias questões sobre os protocolos e práticas de segurança adotados por clínicas de imagem.

Dois casos trágicos: Fabio Jardim e Patrick Silva
A morte de Fabio Jardim remete imediatamente ao caso de Patrick Silva. Em maio de 2021, Patrick também foi submetido a uma ressonância na Mult Imagem e, apesar de estar com sua glicemia sob controle, faleceu durante o procedimento. Segundo sua viúva, Maria Aparecida Dias de Araújo, ele era diabético e havia monitorado seus níveis glicêmicos antes de sair de casa. Entretanto, apesar de estar com os indicadores normais, Patrick morreu subitamente durante o exame, sem que os familiares obtivessem uma explicação convincente sobre a causa da morte.
Espera prolongada e incertezas na sala de exame
Maria Aparecida relata que ela e o marido esperaram cerca de duas horas pelo atendimento, o que aumentou sua apreensão com a situação. Depois de questionar a equipe da clínica, ouviu que o exame de Patrick estava em andamento, o que a tranquilizou momentaneamente. Contudo, ela entrou na sala e imediatamente viu o marido com lábios e dedos arroxeados, sinais claros de falta de oxigênio. Quando perguntou sobre o estado de Patrick, a equipe afirmou que o efeito vinha da anestesia. No entanto, ao perceber que Patrick não despertava, insistiu para que a equipe verificasse sua glicemia, um pedido que motivou a equipe a acionar um médico.
Protocolos de segurança em exames de ressonância magnética
Esses dois casos na mesma clínica destacam a necessidade de protocolos de segurança mais robustos para procedimentos de ressonância magnética, principalmente para pacientes com condições crônicas. A ressonância magnética, embora amplamente segura, requer atenção a detalhes, especialmente em pacientes diabéticos ou com outras condições de saúde que possam interferir no procedimento. Especialistas recomendam reforçar o acompanhamento contínuo dos sinais vitais e capacitar a equipe médica para responder a emergências.
Essas ocorrências levantam um ponto crítico: a importância de protocolos de emergência específicos, principalmente em casos de sedação. Especialistas defendem que o monitoramento dos sinais vitais deve ser constante, desde o início até a conclusão do procedimento, para garantir a segurança e a estabilidade dos pacientes.
Monitoramento constante: uma necessidade nas clínicas de imagem
Esses incidentes mostram que clínicas de imagem precisam garantir que suas equipes estejam devidamente preparadas para lidar com emergências. A utilização de equipamentos que possibilitem a intervenção imediata em casos de complicações é fundamental. Além disso, o treinamento contínuo da equipe para atender pacientes com condições específicas de saúde, como diabetes, é essencial para proporcionar uma experiência segura e bem monitorada.
As clínicas de imagem, incluindo a Mult Imagem, devem revisar seus protocolos e reforçar os treinamentos de suas equipes para garantir atendimento adequado. Além disso, especialistas em saúde pública enfatizam que um sistema de monitoramento rigoroso reduziria riscos de incidentes. Dessa forma, eles também aumentariam a segurança dos exames de ressonância.
Busca por respostas e investigações necessárias
Enquanto as famílias de Fabio Jardim e Patrick Silva aguardam respostas, esses trágicos episódios ressaltam a necessidade de investigações aprofundadas. A compreensão das causas dessas mortes é fundamental para que medidas preventivas sejam implementadas. A resposta das autoridades e das clínicas de imagem pode ser determinante para ajustar os protocolos de segurança e garantir que os pacientes recebam um atendimento seguro.
Esses casos servem como um alerta para o setor de saúde, destacando a necessidade de práticas de segurança rigorosas e de uma comunicação clara com os familiares, promovendo confiança nos serviços médicos e minimizando riscos de novos incidentes.
