A Polícia Militar de Goiás, em operação com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu o ex-prefeito Antônio Xavier de Araújo, o Totonho, de 66 anos. A prisão ocorreu na madrugada do último sábado (26), na GO-070, em Goiânia (GO). Os agentes interceptaram Totonho, que dirigia um Hyundai HB20. Durante a abordagem, usaram um cão farejador, que localizou 20 tabletes de pasta-base de cocaína e outros 5 de maconha escondidos nos bancos do veículo. A polícia avaliou a carga apreendida em cerca de R$ 600 mil, dada a quantidade e o tipo da droga.
Após a prisão em flagrante, Totonho passou por audiência de custódia. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, sem possibilidade de liberdade provisória. A juíza Lorena Prudente Mendes tomou essa decisão ao considerar a gravidade do caso. Ela apontou a grande quantidade de droga e a confissão do ex-prefeito sobre seu envolvimento com o tráfico como motivos suficientes para negar qualquer relaxamento da prisão. A juíza destacou o risco de reincidência. Além disso, Totonho admitiu atuar no tráfico há mais de 40 anos, mesmo após passar por uma cirurgia recente para tratar um câncer. Ele afirmou que, atualmente, faz uso de medicamentos para hipertensão.
Histórico político e ostentação de bens
Totonho construiu uma carreira política expressiva em Rio Branco, Mato Grosso. Em 1982, ele assumiu seu primeiro mandato como vereador, posição que ocupou por cinco mandatos consecutivos, até 2004. Além disso, em 2004 e 2008, ele tentou se eleger prefeito, mas perdeu as eleições. No entanto, em 2012, conquistou o cargo, sendo reeleito em 2016. Além de sua atuação política, Totonho administra uma garagem de automóveis. Em suas redes sociais, exibe um estilo de vida marcado pelo luxo. Ele frequentemente ostenta relógios e acessórios de ouro, além de compartilhar imagens de sua mansão.
Contexto e impacto social
A prisão de Totonho, uma figura pública de destaque em Rio Branco, reforça o debate sobre o envolvimento de políticos no tráfico de drogas. Esse tipo de caso mina a confiança da população nas lideranças locais. A presença do narcotráfico em figuras de poder evidencia a necessidade de medidas de fiscalização mais rigorosas. Por fim, o caso também reforça a urgência de políticas públicas voltadas à integridade e à transparência nas esferas de governo.
