Na última quinta-feira (24/10), Eduardo Torres, fotógrafo e irmão de Michelle Bolsonaro, teve seu carro arrombado enquanto estava estacionado em uma área central de Brasília. Torres, que durante o governo Bolsonaro atuou em eventos presidenciais da Caixa Econômica Federal e colaborou em transmissões ao vivo realizadas no Palácio da Alvorada, expressou profunda indignação com o incidente, ocorrido em pleno centro da capital.
Desabafando sobre a situação, Torres destacou sua insatisfação com as condições de segurança pública na região central de Brasília. Ao comentar o episódio, ele afirmou: “A gente trabalha para pagar imposto para acontecer esse tipo de coisa. No centro de Brasília. Fantástico.” O caso reacende o debate sobre segurança pública na área, onde incidentes de furtos e arrombamentos de veículos têm se tornado mais comuns, segundo relatos frequentes de moradores e trabalhadores locais.
Atuação de Eduardo Torres durante o governo Bolsonaro
Eduardo Torres participou ativamente em eventos institucionais durante a gestão de Jair Bolsonaro, especialmente em compromissos da presidência da Caixa Econômica Federal liderada por Pedro Guimarães. Ele se destacou ao atuar como fotógrafo e organizar lives no Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro interagia diretamente com apoiadores. Assim, Torres ajudou a manter o público informado sobre temas importantes para o governo.
Eduardo Torres aparecia regularmente em eventos públicos ao lado de figuras importantes do governo, tornando-se um rosto conhecido entre apoiadores de Bolsonaro. Ele também mantinha presença ativa nas redes sociais, onde demonstrava apoio ao governo. Além disso, Torres participava de eventos como as motociatas, consolidando sua imagem como entusiasta das ações do então presidente. Dessa forma, ele reforçava sua ligação com a base bolsonarista.
Tentativas de carreira política e declarações de bens
Eduardo Torres buscou uma carreira política ao tentar duas vezes um cargo na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Em 2018, aproveitou a popularidade de seu cunhado Bolsonaro e usou o slogan “cunhado de Bolsonaro” para atrair eleitores conservadores. No entanto, ele não conseguiu a vitória. Em 2022, Eduardo tentou novamente, mas, apesar dos esforços, não obteve sucesso nas urnas.
Na campanha de 2022, Torres apresentou à Justiça Eleitoral uma declaração de bens no valor de R$ 425 mil. Posteriormente, no entanto, ele ajustou o valor declarado para R$ 5 mil, o que gerou questionamentos entre eleitores e na mídia, dada a visibilidade que Torres conquistou junto à base de apoio de Bolsonaro e a repercussão de suas aparições públicas.
Polêmica com o recebimento de auxílio emergencial durante a pandemia
Outro ponto que gerou debates foi o fato de Eduardo Torres ter recebido auxílio emergencial durante a pandemia. O benefício, fornecido pelo governo federal para ajudar cidadãos em situação de vulnerabilidade, somou R$ 3,6 mil para Torres. Entretanto, durante o mesmo período, ele se manteve ativo em eventos de apoio a Bolsonaro, incluindo as motociatas, amplamente divulgadas e que atraíam grandes públicos.
Esse recebimento de auxílio despertou críticas, pois muitos brasileiros questionaram se Torres realmente necessitava do benefício, considerando sua proximidade com a família presidencial e sua constante participação em eventos públicos. Mesmo com essas polêmicas e suas tentativas políticas frustradas, Torres continuou presente no cenário político, tentando consolidar uma carreira pública.
