A Organização das Nações Unidas (ONU) acusou Israel de lançar ataques contra três bases da Força Interina da ONU no Líbano (Unifil) em 10 de outubro de 2024. As forças israelenses atingiram a sede da Unifil em Naqoura, resultando em ferimentos em dois soldados de paz indonésios, que precisaram de atendimento médico. As Nações Unidas afirmaram que o ataque danificou severamente a infraestrutura da base e representou uma clara violação dos tratados internacionais de paz.
Israel ataca torre de observação e bunker
Durante o ataque, um tanque Merkava das Forças de Defesa de Israel (FDI) disparou contra uma torre de observação na sede da Unifil, o que fez a estrutura desabar, ferindo os dois soldados. A ONU informou que os ferimentos não foram graves, mas ambos os militares permanecem hospitalizados para observação. Em outra base, Israel lançou disparos contra um bunker onde soldados da paz estavam abrigados, danificando veículos e sistemas de comunicação essenciais para a missão.
Além disso, um terceiro ataque desativou as câmeras de monitoramento de outra instalação, dificultando a supervisão da situação no local. As operações israelenses, segundo o governo do país, fazem parte de uma ofensiva contra o grupo Hezbollah, que atua nas proximidades dessas bases da ONU. A ONU afirmou que o Hezbollah utiliza áreas civis para operar, o que coloca suas bases em risco constante.
Reação internacional e condenação dos ataques
O ataque gerou indignação internacional, levando países como Brasil e Itália a condenarem publicamente a ação israelense. O governo brasileiro, em nota oficial, classificou os ataques contra bases e funcionários da ONU como graves violações do Direito Internacional e Humanitário. O Brasil também pediu o fim imediato das hostilidades entre Israel e o Hezbollah, ressaltando a necessidade de uma solução pacífica para o conflito na região.
A Itália, que possui soldados participando da missão da Unifil, também expressou sua preocupação com os ataques e convocou o embaixador de Israel para discutir a situação. As bases italianas também sofreram danos durante os ataques, e o governo italiano exigiu explicações das autoridades israelenses.
Contexto da escalada de violência
Os ataques fazem parte de uma escalada mais ampla no conflito entre Israel e o Hezbollah. Desde o início das hostilidades, a região viu um aumento significativo nas operações militares israelenses, que visam neutralizar o grupo militante xiita. O Hezbollah, por sua vez, mantém uma presença forte no sul do Líbano, utilizando áreas civis como base de operações. A missão da Unifil, que conta com cerca de 10 mil soldados, tenta mediar a paz na região desde 1978, mas a situação atual tem gerado desafios significativos.
As operações israelenses contra o Hezbollah se intensificaram após a escalada de tensões na Faixa de Gaza e a incursão do Hezbollah em áreas do sul do Líbano. As forças da Unifil, apesar de sua missão de paz, encontram-se no centro desse conflito. Afinal, suas bases sendo alvos frequentes de ataques tanto de Israel quanto de outros grupos militantes.
