A Justiça de Mato Grosso, nesta segunda-feira (23), determinou a liberação do vereador Pablo Pereira (UB). Ele saiu do presídio da Mata Grande, em Rondonópolis, e logo retornou a Várzea Grande. Ao chegar, ele participou de uma reunião política e, surpreendentemente, foi carregado por seus aliados, em um ato simbólico de apoio. A decisão, assinada pelo desembargador Gilberto Giraldelli, substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Dessa forma, Pablo deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar órgãos públicos, incluindo o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).
Operação Gota D’água
A prisão do vereador aconteceu na sexta-feira (20), durante a Operação Gota D’água, que revelou um esquema de fraudes e corrupção dentro do DAE-VG. As investigações indicam que Pablo Pereira, além de usar sua influência política, teria explorado a Diretoria Comercial do órgão para impulsionar sua campanha de reeleição. Assim, servidores do departamento estariam envolvidos na criação de dificuldades artificiais para o acesso ao serviço de água encanada, visando cobrar propina dos moradores para realizar serviços que deveriam ser públicos.
Com medidas restritivas, vereador segue sob investigação
Além de Pablo Pereira, outros oito envolvidos no caso foram presos e cumprem prisão domiciliar. No entanto, a Justiça impôs várias restrições ao vereador. Agora, ele está impedido de frequentar o DAE-VG e outros órgãos municipais, o que, por sua vez, deve evitar qualquer interferência nas investigações em andamento. Embora enfrente graves acusações, Pablo Pereira continua participando de eventos políticos, o que gerou reações distintas entre a população, sobretudo considerando o período eleitoral em que ele concorre à reeleição.
Esquema afeta diretamente os moradores de Várzea Grande
O esquema de corrupção no DAE-VG, como apontam as investigações, prejudicou diretamente os moradores de Várzea Grande, que enfrentaram dificuldades no acesso a serviços essenciais de água. Além disso, a utilização da estrutura pública para fins eleitorais agrava a situação, tornando evidente a necessidade de combate à corrupção em serviços fundamentais. Portanto, o desenrolar desse caso continuará impactando a população, enquanto as autoridades seguem investigando a fundo os envolvidos.
