O guia de turismo Roger Benedik gravou o momento exato em que uma sucuri atacou um macaco-prego no distrito de Bom Jardim, em Nobres (MT). O vídeo, registrado durante uma expedição na última semana, mostra o macaco tentando escapar enquanto a cobra o enrola.
Turistas ficam em choque ao presenciar sucuri capturando macaco-prego em Mato Grosso; veja vídeo pic.twitter.com/87vtBSTZZA
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 29, 2025
Os turistas ouviram os gritos desesperados de outros macacos-pregos e seguiram o som até o local do ataque. Benedik conta que o grupo ficou impressionado com a cena.
“Durante o passeio, ouvimos os macacos muito agitados e decidimos verificar. Encontramos uma sucuri enrolada em um deles. Apesar de ser uma cena triste, faz parte do ciclo natural dos animais”, disse o guia.
Lei ambiental proíbe interferência na natureza
Mesmo com a tensão do momento, Benedik e os turistas respeitaram as regras ambientais e não interferiram no ataque. Segundo a Polícia Militar Ambiental, impedir o ataque da sucuri poderia ser considerado crime ambiental.
O comandante Fagner Augusto do Nascimento reforçou que a lei protege o equilíbrio natural entre predadores e presas.
“No ambiente natural, a interferência humana não pode acontecer, principalmente quando envolve a cadeia alimentar”, explicou.
A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) proíbe a perseguição, caça ou captura de animais silvestres sem autorização. Quem descumpre a lei pode pegar de seis meses a um ano de detenção, além de pagar multa.
Registro raro revela luta pela sobrevivência
Cenas como essa acontecem com frequência na natureza, mas poucas pessoas conseguem flagrar. O Cerrado e o Pantanal, regiões ricas em biodiversidade, abrigam encontros frequentes entre predadores e presas, mas a maioria ocorre longe dos olhos humanos.
Por fim, o vídeo viralizou nas redes sociais e despertou a curiosidade sobre o comportamento animal e a luta pela sobrevivência na natureza.
Perguntas frequentes
Raramente. As sucuris preferem presas menores, como capivaras, jacarés e macacos. Ataques a humanos são extremamente raros e geralmente ocorrem apenas em situações de defesa.
Eles emitem gritos de alerta, tentam escapar rapidamente e até jogam objetos no inimigo. O grupo também se une para distrair o predador e aumentar as chances de fuga.
Observar sem interferir. A legislação ambiental proíbe qualquer intervenção, pois predadores e presas fazem parte do equilíbrio ecológico.
