Uma tarde de lazer em Várzea Grande (MT) transformou-se em uma cena de horror com a morte de Davi Almeida Franco, de 10 anos. O garoto foi atingido no pescoço por uma linha chilena enquanto andava de bicicleta no bairro Cristo Rei, na tarde de domingo (26). O incidente, ocorrido por volta das 16h30, chocou os moradores pela brutalidade e pela natureza traiçoeira do material.
O perigo invisível da linha chilena
A linha chilena é conhecida por sua periculosidade, sendo ainda mais cortante que o cerol tradicional. Sua composição inclui pó de quartzo e óxido de alumínio, o que a torna até quatro vezes mais eficaz em cortes. Apesar de sua venda ser ilegal em Mato Grosso e em outros estados, o material continua a circular, muitas vezes por meios clandestinos e pela internet. Sua característica quase invisível representa um risco constante para ciclistas, motociclistas e pedestres.
Imprudência e dor na comunidade
Testemunhas relataram que diversas pessoas empinavam pipas na região no momento do acidente. Davi, que apenas pedalava, tornou-se a vítima fatal de uma imprudência coletiva. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram o desespero da mãe do menino, evidenciando o impacto devastador da tragédia. A comunidade local clama por maior fiscalização e punições mais rigorosas para quem produz, comercializa ou utiliza esse tipo de linha.
Legislação e desafios de controle
O uso, a fabricação e a venda de linha chilena e cerol são proibidos por lei em Mato Grosso, com penalidades que podem incluir multas e detenção. No entanto, a fiscalização enfrenta obstáculos significativos, com vendedores informais e anúncios online facilitando o acesso ao produto. A repetição de acidentes graves e fatais demonstra a dificuldade em conter a disseminação desse material perigoso.
Ela contém pó de quartzo e óxido de alumínio, tornando-a até quatro vezes mais cortante que o cerol comum.
Não, seu uso é proibido em praticamente todo o país por causar acidentes fatais.
Denunciando o uso da linha chilena, fiscalizando locais de venda e conscientizando sobre os riscos reais dessa prática.
