A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) tornou-se o centro de um intenso debate após a performance de Tertuliana Lustosa, historiadora e cantora, que apresentou uma dança erótica durante o I Encontro de Gênero promovido pelo Grupo de Pesquisa Epistemologia da Antropologia, Etnologia e Política (Gaep). A performance de Lustosa gerou grande repercussão onde a maioria das discussões focaram na adequação de tal conteúdo no ambiente acadêmico.
O que aconteceu durante a apresentação?
Tertuliana Lustosa, conhecida por sua produção musical de caráter provocativo, subiu em uma cadeira e fez gestos explícitos enquanto interpretava sua música “Murro na Costela do Viado”, que contém letras com forte teor sexual. Em sua apresentação, ela usou movimentos corporais e gestos que expuseram partes íntimas. A cantora justificou suas ações como uma forma de promover o conceito de “educar com o corpo”, pois sua intenção era desafiar os métodos tradicionais. Sendo assim, abrir espaço para novas formas de expressão educacional, como a dança.
Tertuliana também destacou que utiliza seu corpo como ferramenta de ensino, propondo uma educação que não se baseia no sofrimento ou em métodos tradicionais. Segundo ela, o corpo e a sexualidade podem servir como importantes instrumentos pedagógicos para romper com padrões normativos, especialmente em temas relacionados a gênero e diversidade sexual.
Reação da Universidade e da comunidade a performance de Tertuliana Lustosa
A UFMA, em resposta à controvérsia, anunciou que tomaria “providências cabíveis”, indicando que é necessário manter o respeito ao contexto institucional. A universidade afirmou que reconhece a pluralidade de ideias, mas que é preciso ter cautela para garantir o decoro necessário em eventos científicos e acadêmicos.
Nas redes sociais, a apresentação rapidamente polarizou opiniões. Algumas pessoas apoiaram a iniciativa de Lustosa, destacando que a universidade deve acolher diversas formas de conhecimento e expressão, inclusive aquelas que rompem com convenções tradicionais. No entanto, muitos internautas criticaram a performance, argumentando que o conteúdo apresentado não se adequava a um evento universitário. Críticos questionaram até que ponto a liberdade acadêmica justifica performances de teor erótico em espaços públicos financiados pelo Estado.
