Uma obra no terminal ferroviário da América Latina Logística (ALL) paralisa o tráfego de caminhões na BR-163, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Ao todo, são aproximadamente filas 15 quilômetros de fila apenas na BR-163, fora a concentração de caminhões no pátio da empresa e de um posto de combustíveis. O congestionamento, que já dura quatro dias, atrasa o descarregamento de cargas e impacta diretamente a operação logística.
Terminal ferroviário em obras cria fila quilométrica de caminhões na BR-163; veja vídeo pic.twitter.com/6MllavOyc2
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 29, 2025
Caminhoneiros enfrentam longos períodos de espera
Motoristas reclamam da lentidão nas operações do terminal. “Estamos aqui há dias e ninguém nos dá uma solução rápida”, afirmou um dos caminhoneiros. A longa fila de carretas impede o cumprimento dos prazos de entrega, gerando prejuízos com multas contratuais e produtos que não chegam ao destino final.
Imagens capturadas por celulares exibem uma fileira ininterrupta de caminhões, parados sem qualquer previsão imediata de liberação.
Empresas responsáveis tomam medidas para amenizar a crise
A empresa Rumo, responsável pela obra no terminal, informou que mantém comunicação direta com os motoristas. Técnicos utilizam um aplicativo especializado para informar horários de agendamento e orientações sobre as descargas. A Nova Rota do Oeste, concessionária que administra o trecho, também confirmou a presença dos veículos no acostamento, mas assegurou que o tráfego de veículos leves permanece fluindo na pista principal.
Agronegócio de Mato Grosso sente os impactos
O bloqueio afeta significativamente o transporte de produtos agrícolas, como soja e milho, que partem de Mato Grosso rumo ao Porto de Santos. O atraso na entrega dessas cargas aumenta custos operacionais e afeta o planejamento logístico de exportação. Especialistas destacam que gargalos em terminais logísticos geram uma série de prejuízos, tanto para caminhoneiros quanto para exportadores.
Perguntas frequentes
Uma obra no terminal ferroviário da ALL causa o acúmulo de caminhões e provoca filas de até 1 km no acostamento.
Motoristas afirmam que o congestionamento já dura quatro dias, com descarregamentos atrasados.
A concessionária Nova Rota do Oeste é responsável pela administração desse trecho.
