Policiais penais frustraram uma tentativa de envio de drogas e bebidas alcoólicas para dentro da Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis (MT). Nos dias 21 e 24 de setembro, os agentes identificaram drones sobrevoando a área da penitenciária com pacotes de ilícitos e, de forma ágil, interceptaram as cargas antes que alcançassem os presos.
Operação coordenada para combater ilícitos
As equipes de segurança da penitenciária montaram pontos estratégicos dentro e fora do complexo, agindo prontamente assim que avistaram os drones DJI Phantom. No sábado, 21 de setembro, por volta das 04h, os policiais identificaram um drone que tentava alcançar o Raio II, carregando uma garrafa pet com uísque e pacotes de maconha. Rapidamente, a equipe interceptou o aparelho e apreendeu o material.
No entanto, na madrugada de terça-feira, 24 de setembro, os agentes novamente avistaram outro drone sobrevoando o Raio III. Sem hesitar, as forças de segurança perseguiram o dispositivo e evitaram a entrega de 1,6 kg de maconha aos detentos.
Apreensão de drogas e tecnologia criminosa
As ações dos dias 21 e 24 resultaram na apreensão de dois drones da marca DJI Phantom, três pacotes de maconha e uma garrafa pet com uísque. A direção da penitenciária confirmou a realização constante de operações de vigilância para coibir a entrada de materiais ilícitos. Entretanto, apesar das tentativas, os agentes não identificaram presos como destinatários diretos das cargas interceptadas.
Drones: tecnologia a serviço do crime
O uso de drones para o transporte de contrabando em presídios vem se tornando uma prática comum no Brasil. Criminosos aproveitam a popularização desses dispositivos para tentar driblar a segurança das unidades prisionais. Além disso, em várias regiões, quadrilhas utilizam os drones para transportar drogas, celulares e outros itens proibidos, representando um grande desafio para as autoridades.
Diversos presídios no país já registraram tentativas de introdução de ilícitos via drones, o que tem levado as forças de segurança a aprimorar suas estratégias de combate a essa nova modalidade criminosa. No entanto, além de interceptar os aparelhos, as autoridades buscam rastrear os operadores, que muitas vezes ficam a quilômetros de distância dos presídios.
Reforço da segurança e vigilância contínua
O caso em Rondonópolis reforça a necessidade de monitoramento constante e estratégias de segurança que envolvam tecnologia, inteligência e atuação ostensiva. Por fim, as forças de segurança têm investido em tecnologias como bloqueadores de sinal e sistemas de rastreamento de drones para dificultar ainda mais essas tentativas criminosas.
