A relação entre Estados Unidos e Venezuela atingiu um novo patamar de instabilidade com a autorização de operações secretas americanas em território venezuelano. Em resposta, o presidente Nicolás Maduro dirigiu críticas contundentes ao governo dos EUA, enviando uma mensagem direta ao povo americano e condenando intervenções militares históricas. A situação se agrava com acusações de mortes em bombardeios e a pressão contínua sobre o governo de Caracas.
Maduro apela por paz e critica intervenções
Em um discurso proferido em inglês, Nicolás Maduro enviou uma mensagem direta aos americanos: “Me escutem: guerra não, paz sim”. Essa declaração buscou contrapor a decisão dos EUA de autorizar operações secretas na Venezuela. Em espanhol, o líder venezuelano criticou as intervenções militares americanas em países como Afeganistão, Iraque e Líbia, além de golpes de Estado orquestrados pela CIA na América Latina. O pronunciamento reflete a crescente hostilidade e a percepção venezuelana de ameaça à sua soberania.
Acusações de mortes em bombardeios americanos
O conflito ganhou contornos mais graves com alegações de que bombardeios americanos no Caribe resultaram na morte de 27 pessoas, incluindo cidadãos da Colômbia e de Trinidad e Tobago. O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, classificou os incidentes como “execuções extrajudiciais”, denunciando a falta de respeito aos direitos humanos por parte dos EUA. A morte de pescadores entre as vítimas foi destacada como um indicativo da indiscriminada ação militar.
EUA mantêm pressão e oferecem recompensa
Os Estados Unidos reiteram sua posição de considerar Nicolás Maduro um líder ilegítimo, acusando-o de liderar uma organização narcoterrorista. Para intensificar a pressão, Washington ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Maduro. Essa medida faz parte da estratégia americana de longa data para desestabilizar o governo venezuelano, utilizando sanções e ações diplomáticas agressivas.
Maduro fez um apelo por paz, criticando as intervenções americanas e acusando os EUA de orquestrarem golpes de Estado na América Latina.
O embaixador venezuelano na ONU denunciou as ações como “execuções extrajudiciais”, com vítimas inocentes, incluindo pescadores.
Os EUA consideram Maduro ilegítimo, o acusam de narcoterrorismo e oferecem recompensa por sua prisão.
