A superintendente da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, Maristela de Moraes, usou um veículo oficial da Prefeitura para fins pessoais, segundo denúncia recente. Um vídeo flagrou Maristela saindo de um salão de beleza e entrando em um Fiat Siena branco, de placa “QCW 8402”, registrado em nome do Fundo Municipal de Saúde de Várzea Grande. A denúncia questiona o uso de bens públicos para atividades particulares e cobra maior fiscalização.
O Caso: Uso de carro oficial para atividades privadas
O vídeo, amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra Maristela saindo do salão de beleza na Rua Generoso Tavares, 185, no Centro Norte de Várzea Grande. Ela entra no carro pelo lado do passageiro e, logo em seguida, o veículo deixa o local. O Fiat Siena, modelo 2018, pertence ao Fundo Municipal de Saúde de Várzea Grande, o que levanta suspeitas sobre o uso inadequado de recursos públicos.
Relatos afirmam que Maristela já utilizou o carro oficial em outras ocasiões para fins pessoais. “Isso acontece com frequência, cadê a fiscalização?”, questiona o denunciante, que preferiu manter anonimato.
Nomeação e resposta da Prefeitura
O prefeito Kalil Baracat (MDB) nomeou Maristela como superintendente da Secretaria de Saúde de Várzea Grande no dia 29 de abril de 2024, conforme ato publicado no Diário Oficial Municipal (nº 180/2024). A Prefeitura de Várzea Grande recebeu a denúncia e prometeu investigar o caso, desde que formalizado. Em nota oficial, a prefeitura afirmou:
“A Secretaria de Saúde também recebeu a mesma possível denúncia a respeito do assunto, mas sem comprovação documental ou formalizada de forma legal como exige a legislação. Se a mesma for formalizada será apurada dentro das regras existentes.”
Uso indevido de bens públicos e fiscalização
O uso de bens públicos para fins particulares infringe normas administrativas e pode caracterizar improbidade administrativa, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. O caso de Maristela de Moraes expõe a necessidade de maior fiscalização sobre o uso de recursos públicos em Várzea Grande.
Por fim, a administração pública exige que servidores utilizem veículos oficiais exclusivamente para atividades ligadas à função pública. Qualquer desvio, como no caso de Maristela, pode levar a investigações e sanções.
