Onze anos após o anúncio da duplicação da BR-381, o trecho entre Governador Valadares e Belo Horizonte permanece marcado por asfalto precário, buracos perigosos e um fluxo intenso que desafia a paciência e os veículos de quem trafega por ali. Com mais de 300 km de extensão, a rodovia segue sendo cenário de acidentes frequentes, elevados custos de manutenção para motoristas e o título nada lisonjeiro de “Rodovia da Morte”.
Rodovia da Morte continua desafiando motoristas na BR-381; VEJA VÍDEO pic.twitter.com/Av0hNIWNCM
— O Matogrossense (@o_matogrossense) January 20, 2025
Infraestrutura precária e risco constante
O último levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 347 acidentes no trecho apenas no primeiro semestre de 2024. Isso significa que, em média, um acidente ocorre a cada doze horas na BR-381. O estado do asfalto, potencializado pelas chuvas e pelo fluxo intenso das férias escolares, transforma a viagem em um desafio diário.
Os motoristas enfrentam não apenas buracos inesperados, mas também trechos mal sinalizados e estreitos, aumentando o risco de colisões. “A gente sai de casa com o objetivo de ter um trajeto tranquilo, mas está difícil”, desabafa a professora Flávia Lúcia de Almeida, de 51 anos, que teve um pneu furado ao passar por um buraco próximo à cidade de Sabará.
O impacto no bolso dos motoristas
Além dos riscos à segurança, a precariedade da rodovia também gera impactos financeiros significativos. Oficinas mecânicas e borracharias ao longo do trecho relatam um aumento expressivo na demanda. Problemas como pneus furados, amortecedores danificados e rodas amassadas são frequentes, gerando custos inesperados para os motoristas.
Segundo especialistas em manutenção veicular, trafegar por rodovias mal conservadas pode aumentar em até 30% os gastos anuais com reparos. Para muitos, a BR-381 representa não apenas um risco à vida, mas também um peso financeiro difícil de suportar.
A duplicação que não sai do papel
O projeto de duplicação da BR-381, prometido há mais de uma década, foi apresentado como a solução definitiva para os problemas da rodovia. No entanto, as obras enfrentam sucessivos atrasos, dificuldades burocráticas e falta de recursos. Atualmente, a maior parte do trecho continua sem qualquer intervenção significativa.
A demora alimenta o descontentamento de quem depende da via. Organizações civis e lideranças locais pressionam o governo federal por uma solução urgente, mas os avanços continuam limitados. Enquanto isso, a rodovia segue como um símbolo de abandono e falta de planejamento.
Perguntas frequentes
Os motoristas chamam a BR-381 de Rodovia da Morte porque enfrentam muitos acidentes, resultado direto do asfalto degradado e do trânsito intenso entre Governador Valadares e Belo Horizonte.
As autoridades anunciaram as obras de duplicação da BR-381 há onze anos, mas, até agora, grande parte do trecho segue sem melhorias ou intervenções significativas.
Os motoristas enfrentam buracos, sinalização deficiente e trechos perigosos na BR-381, o que frequentemente causa acidentes e aumenta os custos de manutenção dos veículos.
