Na madrugada de quarta-feira, 20 de novembro de 2024, um policial militar matou Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de medicina de 22 anos, dentro de um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Câmeras de segurança registraram a ação, que gerou grande comoção e trouxe novos questionamentos sobre a atuação da polícia.
O que aconteceu na madrugada do crime?
Marco Aurélio se hospedava no Hotel Flor da Vila Mariana. Durante a madrugada, ele teria dado um tapa no retrovisor de uma viatura policial e, em seguida, correu para o interior do hotel. As imagens de segurança mostram o jovem entrando sem camisa no saguão do hotel, enquanto dois policiais militares o seguiam.
No vídeo, um policial puxa Marco Aurélio pelo braço e outro o chuta. O estudante tenta segurar a perna de um dos policiais, que cai no chão. Nesse momento, o policial Guilherme Augusto Macedo atira à queima-roupa no peito do jovem. Após o disparo, uma equipe médica do Hospital Ipiranga socorreu Marco Aurélio, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 6h40.
Irmão de Marco Aurélio desabafa: “A alegria da nossa casa acabou”
Frank Cardenas Acosta, irmão de Marco Aurélio e médico residente, desabafou sobre a perda em suas redes sociais. Ele compartilhou a dor que a família enfrenta desde a tragédia.
“A alegria da nossa casa acabou. Meu melhor amigo se foi. Nunca vou vê-lo se formar, casar ou ter filhos. Não poderemos envelhecer juntos para cuidar dos nossos pais. Meu irmão morreu e deixou um vazio enorme em nossos corações”, declarou Frank em um vídeo emocionante.
Câmeras desmentem a versão policial
As autoridades registraram o caso no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como morte decorrente de intervenção policial e resistência. Os policiais envolvidos afirmaram que Marco Aurélio tentou pegar a arma de um dos agentes, mas as imagens de segurança não sustentam essa versão.
Apesar de usarem câmeras corporais, os policiais não ativaram os dispositivos durante a abordagem. Essa atitude levantou suspeitas sobre a intenção de encobrir a ação. A Secretaria de Segurança Pública afastou os policiais de suas funções enquanto a investigação segue em andamento.
