O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou a rainha Mary da Dinamarca no Palácio do Planalto na sexta-feira, 4 de outubro de 2024. Durante a reunião, ambos trataram de temas estratégicos, como preservação ambiental, igualdade de gênero e investimentos na área da saúde. A visita da rainha ao Brasil buscou fortalecer as relações entre os dois países e reforçar o compromisso com pautas globais de interesse mútuo.
Rainha Mary e Lula mantém o foco na preservação da Amazônia e sustentabilidade
Antes de chegar a Brasília, a rainha Mary visitou Manaus e esteve no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde observou de perto os efeitos das secas severas que têm atingido a região amazônica. O governo dinamarquês mantém um forte compromisso com a preservação da floresta, sendo um dos principais doadores do Fundo Amazônia. Durante o encontro, Lula e Mary reforçaram a necessidade de cooperação para enfrentar o desmatamento e promover práticas sustentáveis.
Lula destacou que o Brasil está comprometido em zerar o desmatamento na Amazônia até 2030 e convidou a Dinamarca a participar de iniciativas ambientais e energéticas, especialmente no campo das energias renováveis. Ele também ressaltou que o país já possui uma matriz energética onde 90% da eletricidade vem de fontes limpas.
Fortalecimento da saúde e telemedicina
Além da pauta ambiental, os dois líderes discutiram a importância da cooperação na área da saúde. Lula e Mary enfatizaram o desenvolvimento da telemedicina, uma ferramenta crucial para o acesso à saúde em áreas remotas da Amazônia. Por isso, a rainha destacou a relevância dessa tecnologia para garantir que comunidades distantes possam receber atendimento médico adequado.
Assim, a cooperação entre os países na área da saúde já possui um histórico forte, e ambos manifestaram interesse em aprofundar essa parceria, especialmente em tempos de crescente demanda por soluções inovadoras e sustentáveis.
A devolução do Manto Tupinambá
Lula aproveitou a oportunidade para agradecer à Dinamarca pela devolução do Manto Tupinambá, um artefato de grande valor espiritual para os povos indígenas brasileiros. Então, o manto, que estava na Dinamarca há mais de 300 anos, agora faz parte do acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Portanto, essa devolução representa um importante marco nas relações culturais entre Brasil e Dinamarca, reforçando o respeito mútuo pela preservação da memória e da cultura indígena. A ação também reflete um avanço nas discussões sobre reparações históricas e valorização do patrimônio cultural dos povos originários.
