O Ministério da Saúde incinerou R$ 368 milhões em medicamentos e insumos do Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro de 2023 e outubro de 2024. A maior parte desse valor corresponde a anestésicos e bloqueadores neuromusculares, que o governo adquiriu em grande escala durante os momentos mais críticos da pandemia de Covid-19.
Compras emergenciais na pandemia
Durante a pandemia, a demanda por medicamentos usados em intubações orotraqueais aumentou significativamente. O Ministério da Saúde comprou, em caráter emergencial, grandes quantidades de anestésicos e bloqueadores neuromusculares, como besilato de atracúrio, propofol e besilato de cisatracúrio. Esses medicamentos ajudaram a tratar pacientes graves que precisavam de ventilação mecânica.
Diminuição da necessidade e descarte
Com o avanço da vacinação e a queda no número de casos graves de Covid-19, os hospitais passaram a utilizar menos esses medicamentos. Muitos produtos adquiridos venceram antes de serem consumidos, o que levou o Ministério da Saúde a incinerá-los. Em alguns casos, o governo buscou recuperar parte dos valores junto aos fornecedores, mas não detalhou os valores obtidos.
Impacto no orçamento e na logística
O descarte dos R$ 368 milhões em medicamentos gerou um grande impacto financeiro e evidenciou falhas na gestão de estoques e no planejamento logístico durante emergências. Especialistas sugerem que o governo implemente melhorias no planejamento e na distribuição de insumos médicos para reduzir desperdícios e ajustar os estoques conforme as demandas reais.
Outros casos de descarte de medicamentos pelo Ministério
O Brasil já registrou outros episódios semelhantes. No governo anterior, o Ministério da Saúde incinerou cerca de R$ 13,5 milhões em medicamentos de alto custo para doenças raras. Então, esses casos reforçam a necessidade de melhorar a gestão de recursos no sistema de saúde, evitando prejuízos financeiros e garantindo o atendimento da população.
Por que o Ministério da Saúde incinerou medicamentos de alto valor?
O governo descartou os medicamentos porque a demanda caiu após o controle da pandemia, e muitos itens venceram antes de serem utilizados.
Quais medicamentos o Ministério da Saúde descartou?
O governo incinerou principalmente anestésicos e bloqueadores neuromusculares, como propofol e besilato de atracúrio.
O Brasil já enfrentou outros casos de desperdício de medicamentos?
Sim, no governo anterior, o país descartou R$ 13,5 milhões em medicamentos de alto custo para doenças raras.
