A Polícia Federal (PF) desarticulou, na manhã desta quarta-feira (16), um esquema criminoso responsável por fraudar vestibulares de Medicina em instituições particulares. A operação, que marca a quarta fase da Operação Passe Livre, ocorreu nos estados do Pará, Piauí, São Paulo e Tocantins. O grupo criminoso cobrava R$ 2 mil para resolver as provas no lugar dos candidatos, permitindo que eles ingressassem ilegalmente em cursos de Medicina, que são amplamente concorridos no Brasil.
Esquema fraudulento operava em várias regiões do país
O grupo criminoso operava de forma coordenada, oferecendo um serviço de resolução de provas para candidatos a vestibulares de Medicina. A quadrilha cobrava uma taxa de R$ 2 mil para garantir que os candidatos aprovados obtivessem as notas necessárias para o ingresso. Com essa prática, o grupo corrompia o processo seletivo e prejudicava os estudantes que buscavam a vaga de forma legítima.

As investigações revelam que o grupo contava com pessoas especializadas na resolução das provas. Elas realizavam o exame no lugar dos candidatos ou forneciam as respostas corretas durante a realização das provas. Então, os candidatos envolvidos no esquema conseguiam uma colocação fraudulenta nos cursos, desrespeitando as regras e os outros concorrentes.
Fraudes no Enem também fazem parte das investigações
A PF já havia desvendado fraudes semelhantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas fases anteriores da Operação Passe Livre. A quadrilha também atuava na manipulação dos resultados do Enem de 2022 e 2023, facilitando o ingresso em universidades públicas ou o acesso a programas de financiamento estudantil. A fraude compromete não apenas o sistema de seleção, mas também a democratização do ensino no país, prejudicando candidatos que dependem desses programas.
O Enem, como um dos maiores exames de acesso ao ensino superior no Brasil, se tornou alvo frequente de fraudes. A PF conseguiu identificar que o grupo criminoso utilizava as mesmas táticas para beneficiar candidatos que visavam vagas em instituições públicas ou o uso de benefícios como o FIES e o ProUni. Por isso, a operação demonstra que a quadrilha tinha uma estrutura nacional, capaz de atuar em diversas regiões e manipular tanto vestibulares quanto exames nacionais.
Operação atinge vários estados simultaneamente
Nesta quarta fase, a PF cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão nos estados do Pará, Piauí, São Paulo e Tocantins. Os agentes buscaram desarticular completamente o esquema, coletando provas e realizando prisões dos envolvidos no esquema. Então, a amplitude da operação revela a complexidade do grupo criminoso, que atuava em diversas regiões do país para beneficiar candidatos de forma ilegal.
A investigação aponta que o grupo já vinha agindo há algum tempo, o que permitiu uma estrutura bem organizada. A PF investiga ainda o envolvimento de funcionários das instituições de ensino e de candidatos que participaram do esquema. Assim, a operação faz parte de um esforço contínuo para combater fraudes educacionais e garantir que o ingresso no ensino superior ocorra de forma justa.
