A Polícia Civil de Sorriso prendeu em flagrante um homem de 38 anos por injúria racial e racismo. O suspeito proferiu ofensas racistas contra uma jovem de 19 anos, funcionária de um frigorífico na cidade. Após ir à empresa para tratar de sua rescisão trabalhista, ele enviou áudios com declarações ofensivas logo depois de ser atendido pela vítima. Nas gravações, ele disse: “Colocaram uma negra suja lá. Eu tenho pavor de preto” e completou: “Não gosto de negro, sou racista”.
Funcionária procura a polícia e denuncia o caso
A funcionária, acompanhada pelo advogado da empresa, procurou a delegacia e denunciou o crime logo após receber as ofensas. Conforme seu depoimento, o homem foi até a empresa para tratar de sua rescisão, mas, após ser atendido, rasgou os documentos e enviou áudios com ofensas racistas para outro funcionário. Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil agiu rapidamente, localizou o suspeito em sua residência e o prendeu em flagrante após realizar diligências.
Prisão em flagrante e solicitação de prisão preventiva
Com a prisão realizada, a Polícia Civil encaminhou uma solicitação ao Poder Judiciário para a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O delegado responsável pelo caso, Bruno França, destacou que o racismo continua sendo uma “desgraça social” que a sociedade ainda luta para superar. Ele enfatizou que atitudes como as do acusado impedem o progresso e afetam negativamente tanto o convívio social quanto a segurança pública.
Histórico de agressividade do suspeito
Além do episódio recente, o homem já havia se envolvido em outro incidente no início deste mês, no dia 3 de outubro. Na ocasião, ele ofendeu outros funcionários do frigorífico, tentou agredir colegas e chegou a arremessar seu celular no chão. Durante esse incidente, ele também fez declarações racistas e agiu de forma violenta. A Polícia Civil está investigando esses episódios em conjunto, reforçando a gravidade das atitudes do suspeito.
Portanto, com a prisão do acusado, a Polícia Civil espera que, assim que o pedido de prisão preventiva for analisado, ele seja aceito pelas autoridades competentes. Dessa forma, será possível garantir a segurança da comunidade, além de agir de maneira preventiva para evitar que novos incidentes semelhantes ocorram no futuro.
