A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, na última quinta-feira (10), o empresário Antônio Marcos S.S., morador de Várzea Grande, Mato Grosso, e dono de uma empresa do setor agropecuário. A ação faz parte da Operação Bittrack, que investiga fraudes bancárias e crimes cibernéticos em 13 estados brasileiros. Os agentes encontraram R$ 125.814,00 em dinheiro vivo na casa do suspeito, sem comprovação de origem lícita.
Empresário resiste à prisão e acaba ferido
Os policiais chegaram à casa do empresário no bairro Canelas, em Várzea Grande, e o surpreenderam ao tentar impedir a ação fechando o portão. Mesmo após se identificarem, o empresário resistiu. Além disso, durante a abordagem, Antônio Marcos fez um movimento brusco com um objeto escuro nas mãos, que os agentes inicialmente confundiram com uma arma. O delegado Ruy Guilherme Peral da Silva disparou um tiro de advertência, que o atingiu de raspão no rosto. O objeto em questão era um celular.
No entanto, após a abordagem, a polícia socorreu o empresário, que foi levado ao Hospital Jardim Cuiabá. Ele recebeu atendimento médico, não corre risco de morte e permanece sob custódia policial.
Investigação expõe esquema de lavagem de dinheiro
A Operação Bittrack apura o desvio de R$ 644.216,53 e sua possível conversão em Bitcoins para dificultar o rastreamento dos valores ilícitos. Entretanto, a polícia usou a ferramenta Chainalysis, especializada em rastreamento de blockchain, e identificou as transações dos criptoativos em carteiras digitais associadas à cúpula da organização criminosa Comando Vermelho, da qual Antônio Marcos é suspeito de fazer parte.
Além disso, os investigadores bloquearam contas bancárias, sequestraram bens, veículos e criptoativos dos suspeitos, além de apreender dispositivos eletrônicos que passarão por perícia.
Histórico de crimes financeiros
A polícia já investigou Antônio Marcos em outras operações, também relacionadas a crimes financeiros e lavagem de dinheiro. No entanto, segundo os agentes, ele operava um esquema sofisticado que envolvia a utilização de contas de laranjas para movimentar os valores desviados.
Por fim, a operação continua em andamento e, com o avanço das investigações, a polícia poderá realizar novas prisões e apreensões, visando desmantelar a organização criminosa envolvida nas fraudes.
