Pais de estudante morto por PM acusam Tarcísio e Derrite de omissão; veja o discurso

pais estudante

Os pais do estudante de medicina Marco Aurélio Cárdenas Acosta, morto pelo policial militar Guilherme Augusto Macedo em 20 de novembro, criticaram a demora na divulgação das imagens do crime, acusaram as autoridades de acobertamento e exigiram a condenação de todos os envolvidos, incluindo superiores hierárquicos como o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Silvia Cárdenas e Julio César Acosta Navarro, pais de Marco Aurélio, demonstraram revolta ao denunciar a demora na liberação das gravações feitas pelas câmeras corporais dos policiais. Logo, para Silvia, a falta de transparência representa uma tentativa de encobrir a ação policial que resultou na morte do jovem. Ela descreveu a angústia de enfrentar a perda do filho enquanto os responsáveis seguem impunes. “Isso é um encobrimento”, afirmou, reforçando as críticas ao secretário de Segurança e ao governador.

Relatório detalha abordagem fatal

Um relatório produzido pela investigação revelou que Marco Aurélio foi encurralado por policiais e alvejado no saguão de um hotel na Vila Mariana. De acordo com o documento, suas últimas palavras foram: “Tira a mão de mim.” As imagens mostram o momento em que o estudante tentou se desvencilhar de um policial antes de ser baleado. Dessa forma, Julio César Acosta Navarro acusou os agentes de manipularem informações e apresentarem um boletim de ocorrência falso para justificar o crime.

“As provas mostram as artimanhas usadas para distorcer os fatos”

afirmou Julio.

Relato do Boletim de Ocorrência contrasta com as imagens

No boletim de ocorrência, os policiais envolvidos alegaram que Marco Aurélio estava “bastante alterado e agressivo” e teria resistido à abordagem. Os agentes afirmaram que, em determinado momento, o estudante tentou subtrair a arma de um dos policiais, o que teria motivado o disparo por parte do soldado Guilherme Augusto. No entanto, as imagens do circuito interno do hotel contradizem essa versão. O vídeo mostra que o disparo ocorreu após o soldado Bruno Carvalho do Prado dar um chute em Marco Aurélio, ser derrubado e cair desequilibrado. No entanto, não há registro visual que comprove a tentativa de Marco Aurélio de tomar a arma, como descrito no documento oficial.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, antes do ocorrido no hotel, Marco Aurélio teria “golpeado a viatura policial e tentado fugir”. Apesar disso, a SSP declarou que os policiais estão afastados de atividades operacionais até a conclusão das investigações. Além disso, as imagens das câmeras corporais dos agentes serão anexadas aos inquéritos conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Contudo, as informações sobre essas gravações não constam oficialmente no boletim de ocorrência.

Testemunha faz relato polêmico para o caso

O caso ganhou mais complexidade com o depoimento de uma testemunha, Gabriele Mantey Caetano Elias, que revelou detalhes sobre os momentos que antecederam a tragédia. Gabriele relatou que estava no hotel com Marco Aurélio, com quem mantinha uma relação conturbada, e que uma briga entre os dois pode ter levado o recepcionista a acionar a polícia. Segundo ela, o estudante estava cercado por policiais quando ocorreu o disparo fatal. Por fim, sua narrativa e o vídeo do hotel colocam em xeque a justificativa apresentada pelos policiais e reforçam os questionamentos sobre o uso da força na abordagem.


Perguntas Frequentes

O que aconteceu com Marco Aurélio Cárdenas Acosta?
O estudante foi morto por um policial militar durante uma abordagem em um hotel, após supostamente resistir à ação.

Por que os pais acusam o governo de encobrimento?
Eles criticam a demora na liberação das imagens das câmeras corporais, que consideram essenciais para esclarecer os fatos.

O caso pode ir à Corte de Haia?
O pai de Marco Aurélio afirmou que buscará justiça em tribunais internacionais caso as autoridades brasileiras não responsabilizem todos os envolvidos.

Compartilhe esta notícia

Ajude a espalhar esta informação