A Operação Território Livre, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), prendeu 95 suspeitos de integrar organizações criminosas em cidades do interior do Estado. A ação integra o programa Tolerância Zero e começou em 17 de abril.
As equipes de segurança também apreenderam 28 armas de fogo e aproximadamente 500 munições durante as ações. Segundo a Sesp-MT, a operação busca enfraquecer a logística e a estrutura financeira dos grupos criminosos monitorados.
Cinco cidades receberam reforço policial
A Sesp-MT concentrou o reforço operacional em Cáceres, Juína, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra, municípios considerados estratégicos para a segurança regional.
O planejamento mobilizou equipes do Batalhão Rotam em apoio às Forças Táticas locais, além de grupos de motopatrulhamento e equipes do Grupo de Apoio (GAP).
A secretaria definiu o direcionamento das equipes com base em relatórios de inteligência, análise de índices criminais e levantamentos de campo.
Operação apreendeu rifles e espingardas
Entre os presos, as forças de segurança autuaram 12 pessoas em flagrante por crimes como tráfico de drogas e furto. As equipes também capturaram 12 suspeitos que tinham mandados judiciais em aberto.
Durante a operação, os policiais apreenderam 12 armas de grosso calibre, incluindo rifles e espingardas.
A Sesp-MT informou que o uso de dados estatísticos e informações de inteligência permite ações mais direcionadas e fortalece investigações policiais em andamento.
Fiscalização monitorou medidas protetivas
A operação também ampliou o foco para casos de violência doméstica. As equipes realizaram 75 vistorias para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência aplicadas a investigados que respondem aos processos em liberdade.
Os agentes produziram relatórios técnicos e encaminharam os documentos ao Poder Judiciário. Os magistrados utilizam os dados para avaliar a manutenção das medidas restritivas ou a necessidade de decretar prisão preventiva em casos de descumprimento.
Perguntas frequentes
A lei considera organização criminosa o grupo estruturado para cometer crimes de forma planejada e contínua.
A Rotam atua em operações de combate ao crime organizado, patrulhamento tático e apoio a ações policiais especiais.
A medida protetiva busca proteger vítimas de violência doméstica e impedir a aproximação do investigado.
