Policiais penais apreenderam 70 aparelhos celulares durante uma varredura na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, nesta quinta-feira, 17 de outubro. Com essa apreensão, a Operação Raio Limpo já acumulou 188 celulares encontrados na unidade. Os agentes também recolheram porções de maconha e armas artesanais, reforçando o combate aos ilícitos dentro da prisão.
Apreensões fortalecem segurança no presídio
Os policiais encontraram os celulares, drogas e armas improvisadas nas celas do Raio 7. Os detentos esconderam os itens em colchões e buracos nas paredes e no chão. As autoridades localizaram ainda 15 porções de maconha, carregadores e ponteiras de ferro, demonstrando a engenhosidade dos presos para burlar a segurança.

O material apreendido passará por análise da perícia técnica. A direção do presídio abrirá um procedimento interno para apurar como esses itens entraram na penitenciária e identificar possíveis facilitadores, sejam internos ou externos.
Operação Raio Limpo fecha o cerco contra o crime
A Operação Raio Limpo surge como resposta do governo de Mato Grosso para conter o contrabando de celulares e drogas nas penitenciárias. A operação ganhou força após o sequestro e assassinato de duas irmãs, uma delas candidata a vereadora em Porto Esperidião, ordenado por um detento da PCE, que lidera uma facção criminosa. O crime, resultado de um equívoco ao confundir as vítimas com membros de um grupo rival, evidenciou a urgência de eliminar a comunicação ilegal entre presos e o mundo externo.
Com o objetivo de cortar essa comunicação, as autoridades intensificam ações como a Raio Limpo, que busca enfraquecer o controle das facções dentro do presídio. Os celulares desempenham um papel central na organização de crimes fora das unidades prisionais, o que torna essas apreensões ainda mais relevantes.
Próximas ações e medidas de segurança
As apreensões devem continuar nas próximas fases da operação, com o objetivo de erradicar a entrada de materiais ilícitos. A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso promete ampliar a fiscalização, investindo em tecnologias que dificultem a entrada de celulares e drogas nos presídios.
Além disso, o governo trabalha para responsabilizar tanto os presos quanto os agentes que facilitam a entrada de itens proibidos. As operações seguem em ritmo intenso, com a expectativa de resultados ainda mais significativos para fortalecer a segurança nas unidades prisionais.
Importância do controle dentro das prisões
A presença de celulares nas penitenciárias representa um perigo constante para a sociedade, permitindo que líderes criminosos coordenem atividades ilícitas mesmo atrás das grades. Além disso, a Operação Raio Limpo busca interromper essa dinâmica e devolver o controle total do presídio às autoridades.
Por fim, com a vigilância reforçada, as autoridades pretendem aumentar as apreensões e, assim, garantir que as penitenciárias não se tornem centros de comando do crime organizado. As operações são cruciais para reduzir a influência das facções e criar um ambiente mais seguro tanto dentro quanto fora das unidades prisionais.
