Operação prende policiais acusados de cobrar ‘pedágio’ de ambulantes do Brás; veja vídeo

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Policiais são presos por extorquir ambulantes no Brás: esquema milionário é desmantelado em operação conjunta

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Corregedoria da Polícia Militar e da Polícia Civil prenderam cinco policiais militares na manhã desta segunda-feira (16). Eles integravam um esquema de extorsão contra ambulantes no Brás, região central de São Paulo, conhecida pelo comércio popular. Além dos policiais, os agentes prenderam outras quatro pessoas, totalizando nove suspeitos detidos.

Durante as buscas, os investigadores apreenderam R$ 145 mil em espécie na casa de um dos envolvidos. Além disso, o Gaeco determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de oito empresas e 21 pessoas para rastrear as movimentações financeiras do grupo.

Milícia usava viaturas para extorquir comerciantes

Os promotores confirmaram que os policiais agiam como milícia, utilizando viaturas e cargos oficiais para intimidar e extorquir os ambulantes. Os policiais exigiam dinheiro regularmente em troca de “autorização” para que os vendedores continuassem trabalhando sem interferência.

As investigações revelaram que muitos ambulantes são imigrantes de países da América do Sul. Esses trabalhadores, sem acesso a crédito formal, precisavam recorrer a agiotas para conseguir os valores exigidos pelos criminosos. “Os policiais exploravam justamente quem estava mais vulnerável, sem meios de se proteger ou denunciar as ameaças”, destacou um promotor.

Autoridades iniciaram operação após denúncia

A Corregedoria da PM enviou ao Gaeco um ofício detalhando o esquema. O documento revelou que agentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) extorquiam os ambulantes, exigindo pagamentos regulares para permitir que eles atuassem no Brás sem repressões.

Objetos apreendidos durante operação

Com base nas informações, os promotores investigaram o esquema e mapearam os responsáveis. Sendo assim, ao deflagrar a operação, os agentes cumpriram mandados de busca e prisão, encontraram provas e recolheram valores nas residências dos investigados.

Prisão dos policiais repercute entre ambulantes

A prisão dos envolvidos impactou os trabalhadores do Brás, que celebraram a operação como um alívio. Muitos ambulantes relataram anos de abuso e exploração. “Eles ameaçavam todos nós. Quem não conseguia pagar perdia as mercadorias ou enfrentava problemas maiores”, afirmou um vendedor.

A operação também expôs a fragilidade dos sistemas de proteção para os trabalhadores informais, especialmente para os imigrantes. Por isso, sem amparo, eles conviviam com medo e dívidas crescentes devido à extorsão.

Autoridades prometem punições severas

O Gaeco continuará investigando o esquema e rastreará os recursos desviados pelos envolvidos. Então, os promotores garantiram punições rigorosas e declararam que o combate à corrupção dentro das forças de segurança permanece como prioridade.

A operação representa um avanço importante na luta contra o abuso de poder. Assim, as autoridades reafirmaram o compromisso de garantir justiça para os trabalhadores informais, punindo aqueles que utilizaram cargos públicos para oprimir e lucrar às custas dos mais vulneráveis.

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