A Polícia Civil de Canarana, a 322 km de Cuiabá, deflagrou, nesta segunda-feira (30), a Operação Guardiões para combater crimes ambientais e porte ilegal de armas na região. A equipe cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, resultando em oito prisões e no embargo de diversas propriedades rurais. A operação, que ainda está em andamento, busca coibir a exploração predatória de recursos naturais e a prática ilegal de caça e pesca nas proximidades do rio Sete de Setembro.
Conflito ambiental no Rio Sete de Setembro
A Polícia Civil identificou um conflito armado entre os moradores da região, causado pela exploração ilegal de recursos naturais. A área, que inclui terras indígenas, enfrenta uma pressão constante de atividades predatórias. O delegado Flávio Leonardo, titular de Canarana, esclareceu que a pesca predatória no rio Sete de Setembro provoca as tensões locais. Essas práticas ilegais, além de violarem o meio ambiente, geram conflitos entre os habitantes da comunidade.
Os policiais realizaram uma investigação detalhada e descobriram que a pesca ilegal no rio estava no centro do conflito. Diante disso, a equipe solicitou os mandados de busca e apreensão, que a Justiça prontamente autorizou.
Prisões e apreensões
A operação já prendeu oito pessoas em flagrante por porte ilegal de armas e crimes ambientais. A polícia apreendeu várias armas de fogo, munições de calibres diversos e materiais usados em atividades ilegais de caça e pesca. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) participou ativamente, embargando pousadas e propriedades rurais ligadas às práticas criminosas.
A Polícia Civil manteve o foco na repressão ao porte de armas, mas também intensificou as ações para proteger o meio ambiente. O delegado Flávio Leonardo confirmou que a operação continuará com investigações para desarticular redes criminosas que exploram ilegalmente a região.
Território indígena e proteção ambiental
As atividades predatórias ocorrem em áreas que incluem territórios indígenas, o que agrava ainda mais a situação. No entanto, as invasões para pesca ilegal ameaçam diretamente a preservação desses territórios, fundamentais tanto para as comunidades indígenas quanto para o equilíbrio ambiental.
Além disso, a Sema já iniciou perícias em propriedades rurais com o objetivo de expropriar as áreas utilizadas ilegalmente. Essas ações visam proteger o meio ambiente e impedir que os recursos naturais sejam explorados de forma insustentável, afetando também as populações locais.
Ações futuros e combate contínuo
A Polícia Civil planeja desencadear novas fases da operação, conforme o andamento das investigações. O delegado Flávio Leonardo destacou que a prioridade é restaurar a segurança na região e interromper a degradação ambiental provocada pelas atividades ilegais.
Por fim, a Operação Guardiões demonstra o compromisso das autoridades em fiscalizar rigorosamente a exploração predatória de recursos naturais.
