A Polícia Civil deflagrou a Operação Cleópatra na manhã desta quinta-feira (31/10) e desmantelou um esquema de pirâmide financeira que causou prejuízos milionários e atingiu dezenas de investidores em Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso.
Mandados e alvos estratégicos
Os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e ordens para bloqueios de bens e suspensão de atividades das empresas envolvidas. Os policiais atuaram em Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis e Sinop.
Os investigadores identificaram uma empresária como líder do esquema. Ela, proprietária da DT Investimentos, usava as redes sociais para se passar por especialista em investimentos e atrair vítimas. A empresária oferecia promessas de lucros de 2% a 6% por dia e convencia investidores a aplicar valores superiores a R$ 100 mil.

Modus Operandi: Promessas e desilusões
A empresária garantia lucros iniciais e incentivava novos investimentos. Após os primeiros retornos financeiros, ela interrompia os pagamentos e deixava de responder às vítimas quando estas solicitavam a devolução dos valores investidos.
Além disso, os policiais também identificaram um médico, diretor administrativo da empresa, e um ex-policial federal, gestor de negócios. O trio criava uma imagem de credibilidade para conquistar a confiança das vítimas, que incluíam amigos e familiares.
Prisões e apreensões
Os policiais prenderam a empresária no aeroporto de Sinop, onde desembarcava após uma viagem ao nordeste brasileiro. Durante as buscas, os agentes apreenderam uma caminhonete Ford Ranger e documentos importantes. Além disso, na casa da empresária, encontraram uma caixa com cheques de altos valores e munições do atual companheiro dela. A polícia autuou o homem em flagrante por posse ilegal de munições.
Impacto nas vitimas e consequências legais
O delegado Rogério Ferreira, que conduziu as investigações, estimou os prejuízos das vítimas em R$ 2,5 milhões, mas alertou que o valor pode ser maior, pois ainda existem vítimas que não registraram ocorrência. Os investigadores acusam os envolvidos de crimes contra a economia popular, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
No entanto, a equipe policial escolheu o nome “Cleópatra” em alusão à empresária, que, assim como a rainha egípcia, usava beleza, charme e habilidades de comunicação para influenciar e manipular as vítimas.
Alerta das autoridades
A Polícia Civil orienta a população a verificar a idoneidade de empresas e profissionais antes de realizar grandes investimentos. Os agentes reforçam que promessas de lucros exorbitantes e rápidos indicam sinais de alerta. Por fim, aoperação segue com a análise dos materiais apreendidos e busca mais testemunhos para ampliar a investigação.
