Desde 8 de agosto, comerciantes da Rua Cândido Mariano, no Centro Norte de Cuiabá, enfrentam transtornos devido às obras realizadas pela Águas Cuiabá. A abertura e o fechamento constante de buracos nas vias estão causando graves problemas para os lojistas. A movimentação de máquinas e a poeira obrigam muitos a fechar seus estabelecimentos durante o horário comercial.
Transtornos no horário comercial
Comerciantes relatam que a rotina comercial sofre interrupções frequentes, sem qualquer planejamento adequado. Uma proprietária de loja destacou: “Durante o expediente, abrem buracos e precisamos fechar. Todo dia aparece um buraco novo”. Ela afirmou que a poeira compromete tanto a saúde quanto a qualidade dos produtos. Além disso, clientes evitam a área, temendo os transtornos.
A falta de planejamento adequado entre a empresa responsável pelas obras e os comerciantes da região tem causado prejuízos financeiros e problemas de saúde. Os trabalhadores precisam lidar com a poeira constante e o barulho excessivo das obras, o que afeta o bem-estar geral. “Precisamos de providências urgentes, nosso bem-estar está em risco”, afirmou outro comerciante.
Prejuízos econômicos e sociais
O centro de Cuiabá, sendo uma área de grande movimentação comercial, depende do fluxo contínuo de consumidores. Devido às obras, muitos lojistas relatam uma queda significativa nas vendas, já que os clientes evitam a rua por conta do caos.
Os prejuízos não se limitam ao financeiro. Os lojistas também enfrentam problemas psicológicos, como ansiedade e estresse, causados pela incerteza e pelo barulho constante.
Além disso, os comerciantes se queixam da ausência de informações sobre o prazo para conclusão das obras. Eles relataram dificuldades para obter respostas da empresa responsável. Segundo os lojistas, as obras parecem intermináveis, com novos buracos surgindo diariamente.
Demandas por soluções
Os comerciantes exigem ações imediatas das autoridades competentes. Eles pedem um cronograma claro para a conclusão das obras e medidas para reduzir os impactos, como contenção de poeira e uma comunicação mais eficiente sobre o andamento das intervenções.
Até o momento, a Águas Cuiabá, responsável pelas obras, não se manifestou oficialmente. No entanto, os comerciantes acreditam que a pressão pública e a cobertura da mídia podem acelerar a busca por soluções
Por fim, a situação enfrentada pelos comerciantes de Cuiabá destaca os efeitos negativos de obras mal planejadas. A ausência de diálogo entre as autoridades e os afetados agrava ainda mais os prejuízos.
