Na manhã desta quinta-feira (26), as autoridades prenderam o vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa (PV), sob a acusação de crimes ambientais. A Delegacia Especializada em Meio Ambiente (DEMA) flagrou o descarte irregular de resíduos da construção do Mercado do Porto em uma área de preservação permanente. Em depoimento à Polícia Civil, Stopa afirmou que ficou tão “apavorado” com a prisão que não conseguiu solicitar documentos que comprovassem a emissão de licença para o descarte.
"Nós nunca pedimos nada irregular" afirma Stopa em depoimento
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) December 26, 2024
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Stopa, que também exerce o cargo de secretário de Obras de Cuiabá, alegou desconhecimento sobre a proteção da área verde. “Nossa orientação sempre é que se tenha todas as licenças. Nós nunca pedimos nada irregular”, frisou. Ele afirmou que, no momento da prisão, apenas solicitou o acompanhamento do procurador do município, Benedito Calixto, e do advogado Francisco Faiad.
Ação da DEMA e Repercussão
A equipe da DEMA esteve no local da obra e flagrou o descarte irregular dos resíduos. As imagens mostram entulhos misturados com barro próximos ao mercado municipal, reforçando a irregularidade do descarte. Durante a ação, as autoridades apreenderam um caminhão e conduziram o motorista à delegacia, liberando-o posteriormente.
Stopa afirmou que costuma visitar a obra cerca de duas vezes por semana, mas não vistoriou os fundos do mercado, onde encontraram o problema. Ele acrescentou que um mutirão de limpeza estava programado para esta sexta-feira e que a inauguração da obra estava prevista para o próximo dia 30.
Impacto Ambiental e Medidas Adotadas
A Prefeitura de Cuiabá afirmou que removeria os resíduos ainda no mesmo dia e que o descarte era temporário. No entanto, a prisão do vice-prefeito levanta questões sobre a fiscalização e o cumprimento das normas ambientais na cidade. A audiência de custódia de Stopa deve ocorrer ainda nesta quinta-feira.
A prisão ocorreu devido ao descarte irregular de resíduos da construção do Mercado do Porto em uma área de preservação permanente.
Stopa afirmou que desconhecia a proteção da área verde e que ficou “apavorado” com a prisão, não conseguindo solicitar documentos de licença.
A Prefeitura afirmou que removeria os resíduos ainda no mesmo dia e que o descarte era temporário.
