Nesta sexta-feira, 15 de novembro de 2024, feriado da Proclamação da República, a Avenida Paulista em São Paulo foi palco de manifestações que pediram o fim da escala de trabalho 6×1. Movimentos sociais e trabalhadores se reuniram para protestar contra esse modelo de jornada laboral, que consiste em seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga.
O que é a escala 6×1?
A escala 6×1 é um modelo de jornada de trabalho em que o empregado trabalha seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. Embora a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não defina especificamente essa escala, ela é comum em setores como comércio, serviços e indústria, onde a operação contínua é essencial. A carga horária semanal totaliza 44 horas, distribuídas ao longo dos seis dias trabalhados.
Os manifestantes argumentam que a escala 6×1 compromete a qualidade de vida dos trabalhadores, limitando o tempo disponível para lazer, estudos e convivência familiar. Além disso, destacam que esse modelo pode levar ao esgotamento físico e mental, afetando a saúde dos profissionais. A proposta é substituir a escala 6×1 por jornadas mais equilibradas. Bem como, a redução da carga horária semanal para 36 horas, permitindo uma semana de trabalho de quatro dias.
Protesto na Avenida Paulista
A manifestação na Avenida Paulista teve início por volta das 9h, na altura da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Os participantes exibiram cartazes com frases como “Fim da escala 6×1! Redução da jornada, sem redução de salários e direitos, para que todos trabalhem” e “Por causa da escala 6×1 não temos lazer”. O ato contou com a presença de diversos movimentos sociais e sindicatos que apoiam a causa.
A deputada Érika Hilton (PSOL-SP) tem sido uma das principais defensoras do fim da escala 6×1. Ela apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho semanal para 36 horas, permitindo uma semana de trabalho de quatro dias. Essa proposta busca proporcionar mais tempo livre para os trabalhadores, promovendo melhor qualidade de vida e saúde mental.
Movimentos sociais e sindicais
Organizações como o Vida Além do Trabalho (VAT) têm liderado campanhas contra a escala 6×1, promovendo debates e ações para conscientizar a sociedade sobre os impactos negativos desse modelo de jornada. Então, esses movimentos buscam engajar trabalhadores e a população em geral na discussão sobre alternativas mais saudáveis e equilibradas para a jornada de trabalho.
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 está ganhando força no cenário político e social brasileiro. Além da PEC apresentada por Érika Hilton, outras propostas estão sendo debatidas no Congresso Nacional. Assim, visando modernizar as leis trabalhistas e adaptar as jornadas de trabalho às necessidades atuais da sociedade. A mobilização de movimentos sociais e sindicatos tem sido fundamental para pressionar por mudanças significativas na legislação trabalhista.
