Novas informações revelam que Stockton Rush, CEO da OceanGate, discutiu com funcionários sobre a segurança do submersível Titan em uma reunião interna. Essa discussão ocorreu anos antes da tragédia que resultou na morte de cinco pessoas, incluindo Rush, em uma expedição aos destroços do Titanic em junho de 2023.
Funcionários alertaram para problemas de segurança
Em 2018, David Lochridge, diretor de operações marítimas da OceanGate, levantou questões sérias sobre o design do Titan, em especial a qualidade do casco. Lochridge alertou sobre o perigo iminente, mencionando que falhas no projeto poderiam levar a consequências fatais. Ele enfatizou esses riscos em um relatório de inspeção de qualidade, destacando o uso de materiais inadequados.
Rush, no entanto, ignorou esses avisos. Ele argumentou que o Titan era seguro e, durante a reunião, chegou a afirmar: “Ninguém vai morrer sob minha supervisão”. Apesar de Lochridge insistir que o projeto apresentava graves problemas, Rush minimizou as preocupações, afirmando que compreendia os riscos e que a expedição representava uma das coisas mais seguras que ele já havia feito.
Desfecho trágico do Titan
Em junho de 2023, o submersível Titan perdeu contato com a superfície enquanto realizava uma expedição ao Titanic. O Titan já operava desde 2021, transportando turistas para ver os destroços do famoso naufrágio. Porém, após cerca de uma hora e quarenta minutos de imersão, a embarcação implodiu a 3.800 metros de profundidade, matando todos os ocupantes.
A tripulação do navio de apoio, Polar Prince, tentou contatar o submersível várias vezes antes da implosão, sem sucesso. Pouco tempo depois, equipes de resgate encontraram os destroços do Titan a 300 metros do Titanic. As investigações iniciais apontaram para falhas estruturais no casco da embarcação, amplamente associadas às altas pressões das profundezas.
Investigação revela negligência
Após a tragédia, a Guarda Costeira dos Estados Unidos e outras agências internacionais iniciaram uma investigação para entender as causas do desastre e prevenir acidentes futuros. A investigação trouxe à tona depoimentos de ex-funcionários que afirmaram que Rush priorizou o lucro e o cumprimento de cronogramas em detrimento da segurança. Então, Tony Nissen, ex-engenheiro da OceanGate, afirmou em depoimento que recusou-se a realizar testes no submersível devido a falhas evidentes e declarou que sentiu-se pressionado a aprovar o Titan para operações sem as melhorias necessárias.
Assim, ex-funcionários relataram que Rush tinha pressa em colocar o submersível em operação, mesmo diante de sérios alertas. Lochridge, após levantar questões de segurança, foi demitido, reforçando a percepção de que a OceanGate não lidava adequadamente com os riscos envolvidos em suas expedições.
