Reincidência marca caso de sequestro em ponto de ônibus na Avenida Paulista
Dagmar da Silva Santos, que fez uma refém em um ponto de ônibus na Avenida Paulista na última segunda-feira (09/12), reincidiu em um crime semelhante. Além disso, Dagmar voltou a escolher o local que já serviu como palco de uma ocorrência envolvendo seu nome em 2018. Por isso, o caso chamou atenção pela repetição de comportamento e pela escolha do cenário. Ao mesmo tempo, a reincidência levantou preocupações sobre medidas preventivas e monitoramento de casos similares. A juíza Helena Furtado de Albuquerque Cavalcanti, da Vara de Plantão, destacou a reincidência do crime ao homologar a prisão em flagrante de Dagmar.

Durante o episódio mais recente, a mulher escolheu sua vítima de forma aleatória e a manteve sob ameaça enquanto fazia exigências. A ação chamou a atenção pela semelhança com o caso de quatro anos atrás, reforçando um histórico preocupante de comportamento violento em locais públicos.
As autoridades já internaram a suspeita após uma ocorrência semelhante em 2018
No caso anterior, ocorrido também na Avenida Paulista, Dagmar teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva, mas acabou absolvida em um processo que a juíza considerou inadequado. Após o desfecho, as autoridades internaram Dagmar e a submeteram a tratamento ambulatorial, mas ela voltou a protagonizar um episódio semelhante anos depois.
Segundo relatos do coronel Valmor Racorti, comandante do Policiamento de Choque da Polícia Militar, Dagmar já esteve envolvida em pelo menos três ocorrências que ele mesmo atendeu. Em todas as ocorrências, Dagmar escolheu as vítimas de maneira aleatória e as manteve sob ameaça.
Durante a ação mais recente, a refém relatou que a suspeita, por ser mais baixa, frequentemente se pendurava em seu ombro, o que evidenciava o clima tenso da situação.
Negociações e pedido inusitado à imprensa marcaram o desfecho
Os moradores acionaram a Polícia Militar por volta do meio-dia para atender à ocorrência. Um dos policiais iniciou as negociações com Dagmar, tentando acalmá-la e garantir a liberação da vítima. Durante o diálogo, a suspeita fez um pedido inusitado: exigiu a presença da TV Globo no local e afirmou repetidamente que queria conversar com o repórter Tiago Scheuer.
Para ganhar tempo e evitar a escalada da situação, os agentes disseram que a imprensa já estava a caminho de helicóptero. Essa estratégia ajudou a manter o controle sobre a ação enquanto as autoridades planejavam o desfecho.
Os policiais prenderam Dagmar novamente em flagrante após libertarem a vítima, e ela permanece à disposição da Justiça. A reincidência do caso levanta debates sobre o acompanhamento de pessoas com histórico de comportamentos violentos e a necessidade de medidas mais efetivas para evitar novos incidentes.
