Na noite de quarta-feira (4), policiais militares agrediram brutalmente Lenilda Messias Santos Lima, de 63 anos, e sua família dentro de sua residência no Jardim Regina Alice, em Barueri, na Grande São Paulo. A supervisora de vendas foi atingida na testa por um cassetete, empurrada e chutada por um dos agentes.
Mulher de 63 anos e sua família sofrem abordagem brutal de policiais
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 5, 2024
Policiais militares agrediram brutalmente Lenilda Messias Santos Lima, de 63 anos, e sua família dentro de sua residência no Jardim Regina Alice, em Barueri, na Grande São Paulo. pic.twitter.com/ZejtkWQuhG
Polícia Militar desencadeia violência injustificável em Barueri
Segundo Lenilda, a violência começou quando os policiais abordaram seu filho, Juarez Higino Lima Júnior, e seu neto, Matheus Higino, em frente à casa da família, para verificar a documentação de uma motocicleta com o licenciamento vencido. Lenilda estava no andar de cima da residência com sua neta de seis meses no colo quando ouviu barulhos vindo da garagem. Preocupada, ela desceu para entender o que acontecia. Ao chegar, encontrou seu filho e neto sendo agredidos pelos policiais.
“Eu perguntei o que estava acontecendo, pelo amor de Deus, para eles me explicarem, e ninguém falava nada. Eu falei, ‘Gente, pelo amor de Deus, para com isso, vamos conversar’, e aí ele [policial] virou o cassetete e bateu na minha testa”, relatou Lenilda à reportagem. Mesmo atordoada pelo golpe, ela pediu que os policiais parassem. No entanto, o mesmo policial que a atingiu a empurrou e a chutou.
Vídeos implacáveis: a brutalidade da polícia exposta ao vivo
Testemunhas gravaram vários vídeos que confirmam a violência policial. Um dos vídeos mostra Juarez sendo imobilizado com um mata-leão enquanto outro policial o golpeava com um cassetete. A irmã dele, Paula Messias, tentou intervir, mas também foi agredida por outro policial. Outro vídeo registra o confronto direto entre a família e sete policiais tentando invadir a garagem da casa, com cassetetes em mãos, empurrando e chutando os moradores.
Em um terceiro vídeo, é possível ver o momento inicial da abordagem, em que os policiais atacam a família sem qualquer explicação ou motivo aparente. Lenilda, visivelmente machucada, lamentou: “Eu acho um absurdo isso que aconteceu. Foi muita agressão, acho um abuso de autoridade muito grande. Eu só estava conversando, não estava agredindo ninguém, nem minha família.”
Vítimas buscam justiça: ação rápida do IML e boletim de ocorrência
Após a agressão, Lenilda e seus familiares buscaram atendimento médico em um hospital da região e, no dia seguinte (quinta-feira, 5), se dirigiram ao Instituto Médico Legal (IML) de Osasco para realizar o corpo de delito e documentar os ferimentos. Então, a família também registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Sede de Polícia de Barueri.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que encaminhou o caso à Corregedoria da Polícia Militar para apurar os fatos. Assim, a nota também afirmou que a Polícia Civil analisa as imagens da ocorrência e investiga as circunstâncias dos fatos.
O que as autoridades estão fazendo?
A SSP garantiu que a Polícia Militar não tolera desvios de conduta e que investigará qualquer excesso. Por isso, a Secretaria afirmou que tomará as devidas providências e punirá os policiais envolvidos, caso comprovem o abuso.
