A coleta de lixo irregular em Cuiabá desperta indignação e preocupação em moradores de vários bairros. A prefeitura deveria realizar o serviço três vezes por semana, mas acumula resíduos por até 15 dias nas ruas. Locais como o CPA IV e o Santa Terezinha sofrem com a sujeira e o mau cheiro, além dos riscos à saúde pública.
Problemas em Vários Bairros
No CPA IV, a moradora Simone dos Anjos afirma que o caminhão de coleta não passa há 15 dias, deixando o bairro em uma situação crítica. “O bairro está horrível, um fedor de lixo terrível. Estamos pagando três meses de retroativo e agora a coleta de lixo não passa mais regularmente. Antes passavam certinho, terça, quinta e sábado”, relatou. No CPA III, a aposentada Maria Santana revela que o serviço ocorre apenas uma vez por semana. “Sábado e ontem (terça-feira) foram dias de coleta e não aconteceu. Imagina como ficam as ruas com essa chuva”, disse Maria, preocupada com o acúmulo de lixo e os impactos em dias de chuva.
No bairro Santa Terezinha, a situação se agrava com o descarte irregular de lixo pela falta de coleta. A moradora Marisa Biscaro gravou vídeos que mostram as ruas repletas de sacos de lixo. “Fazem 10 dias que não passa coleta de lixo em todo o residencial. Está mais grave ainda, pois numa estradinha que vai para a Fernando Corrêa estão juntando lixo, porque a prefeitura não está passando a coleta, mesmo com a taxa paga”, relatou.
Desafios e riscos para a população
O acúmulo de lixo nas ruas gera mau cheiro, degrada o espaço público e compromete a saúde dos moradores. No entanto, a ausência de regularidade na coleta permite a proliferação de vetores de doenças, como mosquitos e roedores. Além disso, durante o período de chuvas, o lixo obstrui vias e bueiros, aumentando os riscos de alagamentos e contaminações.
Contudo, especialistas em saúde pública alertam sobre os perigos do lixo exposto, que intensifica a chance de surtos de doenças como dengue e leptospirose, sobretudo em áreas com histórico de alagamentos. Segundo dados do Ministério da Saúde, problemas com resíduos sólidos se relacionam diretamente ao aumento de doenças infecciosas, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas.
